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Justiça

Vereador preso diz que exposição do caso o condenou antes de julgamento

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Preso preventivamente e investigado pela participação no homicídio do vereador Hamilton Dias, de Funilândia em julho deste ano em frente à estação de metrô Vila Oeste, o vereador Ronaldo Batista (PSC) prestou depoimento na tarde da última quinta-feira, 15 de outubro, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Ao sair do DHPP sem estar algemado, rumo ao Ceresp da Gameleira, o parlamentar disse poucas palavras. Ele negou participação no crime, disse que conhecia a vítima há pouco tempo e que a desavença entre os dois foi provocada porque Ronaldo teria assumido o sindicato no lugar de Hamilton.

Perguntado então sobre o motivo de não estar concorrendo à reeleição, político culpou a exposição do caso na imprensa: “Foi por causa disso. Vocês exporam (sic) minha imagem. Nem esperaram eu ser julgado e condenado ainda, vocês já me condenaram.”

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Ronaldo foi preso no final da manhã no Bairro Castelo, na Região da Pampulha. O vereador estava transitando em uma caminhonete pela Avenida Tancredo Neves quando foi abordado. Ele não resistiu a prisão e foi levado no banco traseiro pelos agentes. Outras cinco pessoas foram presos na operação desta quinta em cumprimento a mandados judiciais, na capital, em cidades da região metropolitana e em um município de outra região não revelada pela Polícia Civil.

O advogado criminalista Antônio Salvo, que defende o vereador nesse caso, disse que o depoimento do vereador durou cerca de vinte minutos e a maior parte das cinco horas que o parlamentar passou na delegacia foi esperando outras diligências: “Eles [Ronaldo e a vítima] tinham questões políticas, sindicais, nada que justificaria o Ronaldo tomar uma atitude dessa. Ele nega veementemente,” afirmou o advogado. O defensor também afirmou que a disputa entre os dois vereadores e líderes sindicalistas também corre em ações na justiça.

Segundo o filho de Ronaldo e presidente do PSC em Belo Horizonte, Douglas Batista, ele esteve com o pai após a prisão e o parlamentar aparentava tranquilidade: “Ele está bem tranquilo, ele só pediu para tranquilizar a nossa família e nós vamos esperar o decorrer das investigações, mas ele está disposto a sempre colaborar com a justiça,” afirmou o filho.

Nesta sexta-feira (16), a PCMG deve detalhar em coletiva de imprensa a participação dos envolvidos no caso, que correu em segredo de justiça. Procurada, a assessoria da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte disse que não iria se pronunciar sobre o caso, porque o crime investigado não tinha correlação com o mandado de vereador de Ronaldo Batista.

Foto/Fonte: Por Carlos Amaral – O Tempo

 

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