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Câmara Municipal de Nova Serrana

Remirton da Floricultura afirma que falas referentes a denúncia contra o prefeito foram deturpadas pelo advogado

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Aconteceu na última terça-feira, dia 16 de junho a 18ª reunião ordinária da Câmara Municipal de Nova Serrana, e na ocasião, o vereador Remirton da Floricultura, usou a palavra para explicar que suas falas durante as oitivas do processo de cassação foram deturpadas pelo advogado do vereador Juliano do Boa Vista.


Logo no início da reunião, o vereador Remirton pediu a palavra e em seu tempo regimental afirmou que as falas ditas por ele na oitiva foram deturpadas e que, após o seu pronunciamento, não teve mais a oportunidade de retornar e trazer as devidas explicações.

“Você fala a verdade e a partir dali você não tem direito mais da palavra. Após a minha fala o profissional que os vereadores afastados chamaram para os defender, desvia o que foi falado”.

Seguindo em suas colocações Remirton afirmou que a forma como foi conduzido as falas dele pelo advogado geraram transtornos pela repercussão nas redes sociais.

“Então causa um transtorno pra gente e para o presidente do MDB. Saiu nas redes sociais e não foi bem o que o profissional aqui falou que o prefeito teria pedido dinheiro para que os suplentes continuassem no cargo. Ao contrário do que falei o advogado que pedia o montante de R$ 30 mil para cada um dos vereadores, e somente isso foi deturpado”.

Finalizando suas falas o vereador ainda salientou que a verdade tem que ser dita e a verdade tem que prevalecer”.

Presidente

Após as considerações de Remirton, o presidente da Câmara Municipal, vereador Ricardo Tobias apontou que quanto “as falas do vereador Remirton, está aqui o esclarecimento do vereador, que suas falas foram distorcidas”.

Vereadores confirmam reunião mas dizem que prefeito não pediu dinheiro

No decorrer da reunião mais quatro vereadores suplentes que participaram da reunião usaram a palavra e comentaram sobre o assunto. O primeiro deles a abordar o assunto foi o vereador Cabral que confirmou a realização da reunião, mas afirmou que quem pediu o valor foi o advogado .

“A verdade é que dois advogados pediram para acompanhar o processo, eu não ganhei a política eu assumi, não tenho nada a ver com a cassação com o afastamento. Pra mim não teve segredo nenhum, não sabia a pauta o que foi passado. Os advogados de BH queriam assumir o processo, pediram a quantia.”.

Cabral ainda teceu críticas a situação presenciada no legislativo, relacionado a condução do processo de cassação e as limitações que são enfrentadas pelos vereadores.

“O Euzebio entrou com o pedido de cassação e estamos atuando sozinho. Não tem sequer um acompanhamento, do prefeito que poderia nomear um advogado representante não o fez. Acredito que esses são os piores quatro anos que já teve na Câmara de Nova Serrana.

Zé Faquinha, vereador que também participou do encontro confirmou que foi convidado pelo então secretário de Governo, Eneas Fernandes, mas afirmou que aconteceu o fato do prefeito pedir a quantia estabelecida.

“Fui convidado pelo Eneas, não teve nada disso do prefeito pedir R$ 30 mil, o que tem lá é que  conversamos ele (advogado) queria pegar o serviço jurídico. Eu não fiquei até o fim da reunião mas não teve isso”.

Dóia Ceará também se manifestou sobre o fato, ele também confirmou que foi convidado pelo secretário, e reforçou que os valores foram solicitados pelo advogado.

“Aconteceu sim a reunião, eu estava presente foi o senhor Eneas que nos chamou, ligou pra mim, tinham cinco vereadores, o advogado estava lá sim, e depois chegou o prefeito, questionou a gente. Pediu um valor, eu não estou lembrado quanto, quando  ele falou o valor todo mundo assustou, nós estávamos entrando, só recordo isso nem o valor não lembro. Foi o advogado de BH que pediu o valor”. Reforçou Dóia Ceará.

Jurídico

Cabe ressaltar que nossa equipe entrou em contato com o advogado. Dr. Bernardo Ferraz, que presta o serviço de defesa dos vereadores Juliano do Boa Vista e Valdir das Festas Juninas, que foi alvo das falas do vereador Remirton.

Segundo afirmou o advogado, “não vi a fala do vereador Remirto. Mas quanto ao assunto a defesa relata o seguinte: O mínimo que se espera de um vereador é capacidade cognitiva suficiente para articular e desenvolver a fala de forma correta, sendo possível incapacidade cognitiva não podendo ser atribuída à defesa do vereador Juliano. Em seu primeiro depoimento, o vereador afirmou categoricamente, e consta gravação, de que “eles chamaram a gente lá e pediram o dinheiro”, de modo a deixar vaga a indicação de quem realmente teria requisitado a quantia. Após, o vereador gesticulou incansavelmente na tentativa de se retratar e esclarecer corretamente, tendo sido atendido gentilmente pela defesa do vereador Juliano, uma vez que havia o desejo de pedir dispensa do seu segundo depoimento e simples confecção de certidão de fatos. Somente nesse segundo depoimento, o vereador mencionou quem, de fato, havia solicitado o dinheiro, tendo deixado claro, entretanto, que o palco fora montado pelo MDB e seus representantes”.

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