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Minas registra 148 casos de feminicídio consumado ou tentado em cinco meses

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Três casos de violência contra mulheres em menos de 24 horas, na Grande BH, reforçam alerta para a persistência do feminicídio no estado

A sequência de três graves casos de violência contra mulheres registrados em menos de 24 horas na Região Metropolitana de Belo Horizonte reacendeu o debate sobre o feminicídio em Minas Gerais. Em um dos episódios, uma mulher foi arremessada do terceiro andar de um prédio pelo companheiro. Em outro, uma policial militar foi levada sem vida ao hospital pelo próprio marido. Já o terceiro caso envolve uma mulher encontrada morta dentro do apartamento onde morava, dias após desaparecer. As investigações estão em andamento e, nos três casos, os principais suspeitos são homens que mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as vítimas.

Embora os casos tenham ocorrido em circunstâncias distintas, eles refletem uma realidade preocupante no estado. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com base em registros da Polícia Civil de Minas Gerais, apontam que, entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 148 casos de feminicídio consumado ou tentado, apenas um a menos que no mesmo período de 2025, quando houve 149 ocorrências.

Os números mostram uma mudança no perfil das ocorrências. Enquanto os feminicídios consumados caíram de 70 para 63 registros, as tentativas aumentaram de 79 para 85. O levantamento indica que mais mulheres sobreviveram às agressões, mas revela que a violência de gênero continua em níveis elevados.

Na prática, Minas Gerais registra uma média de quase 13 vítimas de feminicídio por mês. Isso representa uma mulher morta a cada dois dias e sete horas, em crimes que, na maioria das vezes, estão relacionados à violência doméstica, ao controle, ao ciúme e ao sentimento de posse por parte dos agressores.

Especialistas reforçam que a denúncia de ameaças, agressões e perseguições é fundamental para interromper o ciclo da violência antes que ele evolua para casos extremos. As autoridades também destacam a importância das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha e dos canais de atendimento às vítimas.

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