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Câmara Municipal de Nova Serrana

Willian Barcelos usa a palavra e aponta entendimento de que “a servidora não prestou serviço na casa”

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Durante o julgamento do processo de cassação contra o vereador Valdir das Festas Juninas o vereador Willian Barcelos usou a palavra e expôs várias questões  apontadas pelo Ministério Público (MP) na operação Kobold.

Segundo Willian Barcelos, o processo não tem a mesma gravidade que as acusações contra Gilmar da Farmácia, mas também não são tão brandas como os fatos contra Valdir Mecânico.

Barcelos ainda encerrou suas falas apontando que entende que não há quórum para cassação mas que entende que a servidora não prestou serviço na casa.

Confira trechos das falas de Willian Barcelos

“A princípio manifesto da mesma maneira que nos demais procedimentos, com indícios de que a pratica foi irregular não vejo porque não votar pela cassação, se não há indícios manifesto minha dúvida até que provas mais conclusas sejam incorporadas.

Neste momento temos que fazer nosso juízo de valor quanto aos fatos que constam nos autos como também ao colega e ao trabalho da assessora Adriana Santos. Pelos pontos, a defesa mesmo disse que se tratam de assentamentos de forma britânica, e nosso exercício é entender o porque que a servidora assinava de 12h às 18h sendo que não comparecia diariamente para trabalhar.

Nós cuidamos buscar depoimentos que de forma foram trazidos de forma pontual pela defesa, mas por formação de meu juízo de valor não podemos deixar de registrar. Tivemos dois momentos que a servidora compareceu ao MP, em dezembro de 2018 e depois que a operação foi deflagrada.

Em dezembro de 2018, questionada sobre quanto tempo trabalhava na banca ela falou que vazia 40 pares pela parte da manhã e depois de deixar de trabalhar com o Valdir ela passou a produzir 300 pares, sendo levado em conta que ela foi exonerada apenas dois meses antes da operação.

Sobre o horário de trabalho ela afirmou que não, que só fazia o trabalho nos dias que o vereador mandava, duas ou três vezes por semana. Ela disse que gastava três horas para fazer o serviço, ou seja não cumpria a carga horaria de 12h as 18h.

Outros após retornar ao MP depois da operação kobold, ela foi chamada novamente, confirmou o teor do depoimento anterior, disse que foi contratada por ele, que seguia as ordens dele, por isso não trabalhava no prédio da câmara de 12h as 18h.

Ela declarou que não procurou se inteirar “eu fazia o que ele mandava até tirava as fotos de alguns eventos na câmara”. Questionada e disse que não marcava a hora na folha de ponto só assinava e declarou que a letra que escreveu os horários não é a sua. A declarante ainda disse que desconhecia as obrigações do cargo de assessor, e que só aceitou o cargo porque o Valdir havia dito que era somente para tirar fotos de lâmpadas de postes queimados e buracos. Também foi declarado que ela tinha o trabalho de tirar fotos de festas juninas que o Valdir organizava.

Questionada sobre o porque que ela recebia o salário superior a 2 mil, ela afirmou que deve ter sido por ter feito campanha para ele.

Valdir também falou ao MP após a operação kobold, e questionado sobre quanto tempo ela se dedicava as tarefas, ele afirmou que era diariamente, e que nem todo dia apresentava as tarefas, que não tem conhecimento das atribuições dos assessores previstos em lei, que Adriana não apresentou qualquer projeto de lei.

Outros documentos apenas comprovam vinculo de contratação de exoneração, e cabe a defesa colocar seus questionamentos, pois há indícios sim de que ela não cumpria a jornada pela qual ela foi contratada. Como eu disse ao julgamento de Gilmar, a lei não pode permitir que os servidores compareçam há qualquer momento nessa casa. A lei diz que existe uma jornada e o trabalho externo é uma particularidade quando há expressa determinação pelo vereador

Não considero o caso de Valdir tão grave quanto o do Gilmar, mas também eu não considero tão leve quanto o do Valdir mecânico. Confesso ao colega vereador que não vi a servidora prestando serviço nessa casa

Não acredito que tenhamos um quórum de cassação, mas meu ponto de vista pessoal eu entendo que a servidora não prestou serviço para o qual foi contratado nesta Casa.

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