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Adair da impacto

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Adair Lopes de Sousa, conhecido como Adair da Impacto (Avante), foi afastado devido a acusações de que a sua assessora Maria das Dores Gomes, era uma funcionária fantasma no Legislativo Municipal.

Segundo a decisão, “examinando os autos investigados, instaurados pelo Ministério Público (MP), verifica-se relatório oriundo do Gabinete de Segurança e Inteligência, que, embora  Maria das Dores Gomes, tenha sido admitida em 02/2017, como auxiliar administrativa do gabinete do vereador Adair da Impacto, consta no sistema de Relação Anuais de Informações Anuais (Rais) 2017, que ocupou no período de 02/2017 a 12/2017, o cargo de Auxiliar de escritório, ou seja atividade de cunho privado”.

Em monitoramento, foi constatado que em determinados dias, e horários de atuação e trabalho no legislativo a servidora estava em locais diversos, em consulta médica e em sua residência.

Tanto o vereador Adair da Impacto quanto a servidora também foram alvos de escuta telefônica, o que segundo aponta a decisão “sobrevindo informações esclarecedoras e convergentes as informações de que se trata de uma servidora fantasma”.

Entre as escutas foi identificado, por exemplo um conversa entre a servidora e um homem de alcunha Nelson, onde a mesma afirma que teria entrado em contato com um médico solicitando um atestado, obtendo assim afastamento em razão de sua coluna.

No dialogo, o interlocutor avisa a servidora que isso “não deve ter nada a ver”, e ainda a orienta a entrar em contato com o vereador Adair, para que o atestado seja entregue.

Segundo a decisão, “em dialogo datado de 13/12/2018, é possível verificar que o atestado obtido(…) mostra-se como uma tentativa de álibi a ser apresentado ao Ministério Público, sabedora que o órgão oficialmente estaria na Câmara Legislativa  colhendo depoimentos”.

Cabe ainda ressaltar que em conversas distintas entre a servidora e o interlocutor de nome Adelson, é percebido que a servidora não cumpria suas funções e não permanecia na Câmara de Nova Serrana.

Ambos foram ouvidos em oitivas realizadas pelo MP, e segundo aponta, o vereador Adair da Impacto “mostrou-se ainda mais genérico e escorregadio que a auxiliar parlamentar por ele nomeada , adotando um depoimento vago, do qual é possível perceber, que o Edil não sabe descrever com precisão as atividades exercidas por Maria das Dores, tão pouco possui controle de sua presença na Câmara de Vereadores”.

Ainda segundo a decisão, os depoimentos e a quebra do sigilo são provas robustas de que existia o vinculo jurídico empregatício, porém sem a contraprestação laboral.

Confira as ligações telefônicas e depoimentos apontados na decisão.

 

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