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Administração

Zema vai liberar protocolo para cidades que quiserem afrouxar isolamento social

Israel Silveira

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Decisão do governador vai na contramão de medidas adotadas em outros Estados do país e das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS); discurso é alinhado com o do presidente Jair Bolsonaro
Na contramão de medidas adotadas em outros Estados do país e das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sinalizou nesta na quinta-feira (9), em Brasília, que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) deve divulgar um protocolo, na próxima semana, para as prefeituras que optarem por afrouxar o isolamento e questionou se cidades que não têm nenhum caso confirmado da doença deveriam adotar isolamento total.

Zema falou da possibilidade após participar de reunião com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Em coletiva de imprensa, o governador disse que a administração estadual tem feito a lição adequada e que a curva de óbitos e casos confirmados do novo coronavírus tem se comportado de forma muito melhor do que outros Estados. O estudo que está sendo feito pela SES deve detalhar os tipos de cuidados que essas cidades devem tomar, como o uso de máscaras e a limitação de pessoas por espaço.

“Primeiro lugar, a vida. Tanto é que nós adotamos 20 dias atrás, restrição de circulação, mas Minas hoje, deve ter, muito provavelmente cerca de 200 cidades que por decisão do prefeito fez algum tipo de liberação. E, nós, por meio da Secretaria da Saúde, estamos estudando um protocolo, que deveremos divulgar na próxima semana, para que toda liberação seja feita com os devidos cuidados. Então, queremos fazer algo muito responsável”, afirmou.

Zema ainda questionou se as cidades que não apresentaram nenhum caso de infecção pela Covid-19 devem ficar com todas as atividades limitadas. Segundo o boletim da SES, apenas cerca de 100 dos 853 municípios de Minas não apareciam com casos suspeitos da doença até a última quarta-feira (8).

“Nós temos muitos municípios de Minas Gerais em que não temos nenhum caso de contágio. Será que esse município tem que ficar fechado? Será que tem algum efeito ele fechar todas as atividades? Mas, é uma decisão do prefeito e vamos ajudar com as orientações para aqueles que venham a flexibilizar alguma coisa. Mas, tudo tem que ser feito privilegiando a vida humana”, declarou aos jornalistas.

Até a última quarta-feira (8), Minas Gerais registrou 14 mortes e 525 pessoas infectadas. Outros 47.715 casos estão sendo investigados.

Após recuo
A reunião ocorreu menos de duas semanas após Zema se recusar a assinar uma carta juntamente com outros 25 governadores do país em que contrariavam a decisão do presidente de que era preciso o país voltar à normalidade e de que somente as pessoas que pertencem ao grupo de risco deveriam permanecer em isolamento.

A atitude do mineiro causou mal-estar entre os chefes de administrações estaduais que consideram o ato como egoísta. Já o governador de Minas sustentou, na época, que não assinou a carta porque acredita que esse é um momento de todos os gestores públicos se unirem para o combate dessa pandemia. Internamente, aliados de Zema consideraram que a discordância pontual dele foi um ato de coragem.

Participantes
Também participaram do encontro com Bolsonaro nesta quinta-feira (9), o ministro da Economia, Paulo Guedes; o secretário geral do Estado, Mateus Simões; o secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa; e o secretário de Planejamento e Gestão, Otto Levy.

  • Fonte: O Tempo

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