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Violência contra a mulher: enfrentamento necessário em Nova Serrana

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De 2018 a 2020, Nova Serrana contabiliza o maior número de feminicídio entre as quatro principais cidades da região e ainda, registra média de duas ocorrências de violência contra mulher por dia


O mês da mulher se encerrou na última quarta-feira, dia 31 de março, um período que deveria servir para enaltecer a força, a beleza e o valor da mulher em nossa sociedade, infelizmente também tem que ser utilizado para promover o enfrentamento à covardia.

A violência contra a mulher está longe de ser algo do passado, e em Nova Serrana, assim como acontece em todo o país, os números mostram que o problema tem que ser enfrentado de peito aberto.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) em Nova Serrana no ano de 2018 foram contabilizados 667 ocorrências de violência contra mulher, em 2019, 744 ocorrência e em 2020, 738 registros de crimes cometidos contra as mulheres.

Os dados mostram que somente no ano de 2021, nos meses de janeiro e fevereiro, já foram registradas 119 ocorrências, registrando assim uma média de aproximadamente dois registros por dia.

Os dados ainda apontam que nos últimos três anos 11 feminicídios foram registrados em Nova Serrana. Entre as quatro maiores cidades da região a capital do calçado foi o município que mais obteve registros de feminicídio entre 2018 e 2020, ficando a frente de Divinópolis (10), Itaúna (6) e Pará de Minas (5).

Diante dos números registrados na capital do calçado, uma série de ações vem sendo implementada, desde a instalação da Delegacia Especializada de Atendimento  A Mulher (DEAM), até mesmo desenvolvimento de trabalhos preventivos.

“Fizemos várias campanhas principalmente no combate a violência doméstica conta a mulher. indo as ruas, temos o aplicativo MG mulher, fizemos a campanha O Silêncio Também Mata, então estamos trabalhando muito para que as mulheres vítimas da violência psicológica, violência moral, da violência sexual tenham o respaldo da Polícia Civil”. Disse a delegada Regional da Polícia Civil em Nova Serrana, Dra Angelita Viviane.

Segundo a delegada, o cenário presenciado com a pandemia torna o cenário mais propício a crimes dessa natureza, devido a um maior tempo de convívio, contudo, tem sido desenvolvido em Nova Serrana o trabalho preventivo de enfrentamento a violência contra a mulher.

“A pandemia dificulta o convívio diário e o cotidiano dificultou nosso trabalho. Mas como dito nós temos um enfrentamento também, a delegacia não fechou e não vai fechar, nós estamos em luta constante. A grande diferença é que nós também trabalhamos na prevenção. Nós vamos as ruas, distribuímos panfletos, sempre estamos trabalhando com a prevenção”. Afirmou Dra Angelita.

Ainda sobre os trabalhos desenvolvidos em Nova Serrana, a delegada ressaltou a importância da participação da sociedade como um todo, para que o enfrentamento a violência contra a mulher seja bem sucedido.

“Como divulgação a imprensa ajuda bastante, na delegacia temos a psicóloga que ajuda também, todas as meninas são extremamente preparadas para esse enfrentamento, elas trabalham com isso o dia inteiro. Elas estão acostumadas a lidar e realizar esse acolhimento. temos o trabalho de prevenção como lives, fizemos palestras, sites eletrônicos, tudo isso é um conjunto de ações. Há também os órgãos municipais como a casa mais mulher, o Creas, Cras, tudo em prol do combate a violência contra a mulher, trabalhamos de forma integrada entre PM e Órgãos municipais”. Considerou a delegada.

 

Denúncia em casos de violência doméstica e familiar que envolvam crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e mulheres

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia sobre casos de violência doméstica e familiar, para que as medidas necessárias de proteção à vítima e de responsabilização do agressor sejam tomadas.

Os registros podem ser feitos na unidade policial mais próxima ou por meio do Disque 100, quando se tratar de fatos envolvendo crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência.

Cabe ressaltar que quando o assunto estiver relacionado à violência contra a mulher, o contato deve ser feito por meio da Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180.

Outra forma de registrar ocorrências do tipo, sem sair de casa, é pela Delegacia Virtual (https://delegaciavirtual.sids.mg.gov.br) para os casos de ameaça, lesão corporal e vias de fato, além de descumprimento de medida protetiva. Por meio da plataforma digital, as vítimas ainda podem solicitar a medida protetiva enquanto estiverem fazendo o registro.

O aplicativo MG Mulher também é aliado no enfrentamento da violência doméstica. O app permite à usuária criar uma rede de contatos, que pode ser acionada em situação de perigo. Dessa forma, familiares e amigos podem ajudá-la ou acionar a polícia em caso de pedido de socorro. O aplicativo ainda reúne endereços e telefones de unidades policiais mais próximas, bem como instituições de apoio, além de diversos conteúdos sobre o tema.

Denúncia em Casos de violência doméstica e familiar que envolvam mulheres

A PCMG orienta que todo tipo de violência doméstica e familiar contra a mulher seja denunciado.

O registro de ocorrência pode ser feito na unidade policial mais próxima ou, ainda, sem sair de casa, pela Delegacia Virtual (https://delegaciavirtual.sids.mg.gov.br), nos casos de ameaça, vias de fato/lesão corporal e descumprimento de medidas protetivas.

Por meio da plataforma digital, as vítimas ainda podem solicitar a medida protetiva enquanto estiverem fazendo o registro. Denúncias também são recebidas pelo Ligue 180.

Também é aliado no enfrentamento da violência doméstica, o aplicativo MG Mulher. O app permite à usuária criar uma rede de contatos, que pode ser acionada em situação de perigo.

Dessa forma, familiares e amigos podem ajudá-la ou acionar a polícia em caso de pedido de socorro. O aplicativo ainda reúne endereços e telefones de unidades policiais mais próximas, bem como instituições de apoio, além de diversos conteúdos sobre o tema.

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