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Editorial

Verdades na mesa!

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Quando se pensa em vereadores, em prefeito, em políticos eleitos, o que se espera é que os mesmos ajam seguindo as diretrizes da moralidade, da legalidade e que acima de tudo sejam verdadeiros e sinceros para com a população.

Pois assim sendo quem assistiu a última reunião da Câmara de Nova Serrana, mais especificamente a 20ª reunião ordinária, pôde ver uma série de verdades quanto à política de nossa cidade sendo exposta pelos vereadores.

Estamos aqui caro leitor, falando sobre verdades ditas e verdades percebidas, mas fique tranquilo, se você não tiver assistido ao show que foi dado pelos vereadores na última terça-feira, indicamos que você leia a nossa matéria de capa e é claro, continue atento a esse editorial, pois pontuaremos algumas das pérolas, ou melhor, dos fatos acontecidos na casa.

Para começar temos que afirmar que aquele discurso de paz visto na última semana foi por água abaixo. De forma autoritária, e aqui não julgamos o mérito se foi errônea ou coesa, apenas pontuamos que munido por sua autoridade como presidente Osmar Santos (Pros) inseriu na pauta um projeto, ainda que cheio de reclamações e “pirraças dos vereadores”.

A primeira verdade exposta é que o grupo do prefeito tentou sim retirar o projeto da pauta, uma vez que o entendimento naquele momento é que a pauta seria sim reclusa. A verdade dita pelos vereadores da base é que o projeto ainda não teria sido apreciado, e até um pedido de vista surgiu.

Porém a verdade do presidente e pelo visto de seu grupo é que a pauta teria sim que ser votada, e que um projeto como aquele estaria ali “toreando” a população de Nova Serrana, e que os vereadores da situação, como também o prefeito estaria “batendo capa”, com um projeto como esse.

Wantuir Paraguai (PSDB) trouxe outras verdades lincadas à discussão, o vereador afirmou que um colega edil mandou populares a porta de sua casa o intimidando quanto a votação para retirar o veto das invasões do José Silva de Almeida.

Seguindo seu discurso Wantuir trouxe a seguinte verdade, “eu não voto nesse projeto por não ser uma verdade, assim como não é uma verdade a aprovação do 117/2017, pois mesmo que retirado o veto nada será feito pelo prefeito, pois não tem dinheiro para fazer nada no bairro em questão.”

A verdade também apareceu quando Jadir Chanel foi “provocado”, por Valdir Mecânico, afirmando que ele como vereador da base estaria duvidando do projeto do executivo. Jadir por mais que negue deixou claro em sua insatisfação e posição ferrenha em defender a pauta, que sim ele é da base do prefeito, ainda que não declarado, ou que negado por ele.

Foi também exposto a verdade das diferenças entre executivo e a presidência da casa com seu grupo que tem se tornado um calo no calcanhar do prefeito.

A autoridade de Osmar e o fechamento do grupo que pode ir junto para o mesmo buraco, foi evidente quando mesmo após uma conversa de pé de ouvido entre Gilmar da Farmácia (PV) e Osmar, onde o secretário indicava que a pauta fosse retirada para ser votada posteriormente, o presidente bancou a votação do projeto e os vereadores, talvez ainda que entendendo que a votação poderia acontecer em outro momento seguiram o posicionamento do presidente e as orientações do grupo.

Quanto a autoridade do presidente, é bom ainda expor que quando citamos a servidora que transitava em uma cadeira nos corredores da Câmara apenas queríamos mostrar como o ambiente era saudoso. Contudo uma advertência foi dada a servidora, entendemos que talvez de forma arbitrária, mas sendo assim empregado, esperamos que os demais servidores obedeçam às ordens de quem manda na Câmara.

E por falar em verdade, por último queremos citar a importância do trabalho dos jornalistas, e a verdade é, uma palavra editada e dita em situação diferente pode gerar entre outras coisas, acusações de xenofobia se é que esse termo se encaixa quanto a polêmica sobre os nossos irmãos baianos, as invasões e uma “afirmação”, do sub-procurador do executivo. Mas isso vamos deixar para as próximas edições.

Por fim a última verdade  é que a casa sim está rachada, e sim Osmar será durante os próximos seis meses, amparado pela força do seu grupo, uma grande dor de cabeça, senão a maior que o prefeito irá enfrentar durante o seu segundo ano de mandato, quer se permita o regimento ou não, afinal ficou claro como verdade que ali na Câmara quem manda é o presidente e por lá o prefeito e seu grupo não tem tanto poder assim.

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