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Editorial

Difícil é saber o que fazer ou ter coragem pra fazer!

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Basta navegar nas redes sociais por alguns minutos que se pode constatar o quanto as pessoas tem capacidade e motivação para darem suas opiniões, criticas e apontarem defeitos sobre a vida, ações e problemas vivenciados pelos outros.

Quando falamos dessa conduta crítica voltada para as cidades, e em especial em Nova Serrana podemos observar que nos grupos de redes sociais existem centenas para não dizer milhares de pessoas que facilmente apontam o dedo e mostram os problemas que se encontram na cidade.

Os prefeitos de redes sociais são especialistas para criticarem o problema depois de resolvido, para falar que tudo poderia ser feito de forma mais simples, e todas as decisões tomadas pelo gestor poderiam ser feitas de forma mais salutar, ágil e até mesmo econômica.

De fato, fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação. Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.

Quando falamos de administração pública temos que lembrar que a legislação engessa o gestor e todos os processos necessitam de tempo e recursos completamente diferentes para que simples questões se tornem resolvidas.

Em Nova Serrana em particular temos uma gestão que pela primeira vez encara o problema, e vale lembrar que o grupo que hoje ali está, já vivenciou o outro papel. Em anos anteriores antes de assumirem o poder, criticavam, apontavam, expunham e afirmavam que tudo que era feito não passava de sua obrigação.

Hoje, no entanto é percebido que grande parte das criticas surgem pelo fato de que, aqueles que não vivenciam o problema não imaginam a complexidade que é para resolvê-los.

Por exemplo, para resolver o problema das enchentes, basta canalizar os córregos, e ai lembramos que as ruas não receberem drenagem pluvial, ai lembramos que esse é um problema que foi deixado de lado para que o asfaltamento fosse mais barato, e ai lembramos que obras debaixo do chão são como defuntos em período eleitoral, elas não dão votos.

É fácil resolver o problema da saúde, basta contratar médicos, mas como fazer isso sem uma gerência adequada, como colocar profissionais para trabalharem sem uma estrutura organizacional e até mesmo física, o que adianta ter médico e não ter equipamentos eficazes e os trabalhos de base não serem efetivamente construídos.

Os médicos sendo contratados sem uma saúde preventiva são apenas como analgésicos para uma dor de cabeça que não se sabe o motivo, e uma hora ela irá apontar uma doença muito maior no paciente, no caso em nossa cidade.

Armar a Guarda Municipal, aumentar o policiamento, tudo isso é bom, mas não é o suficiente, e assim por diante percebemos que tudo que se faz quanto à prefeitura tem que ter uma ação de suporte sendo feita, o problema é que a população, os críticos, aqueles que não administram a cidade não tem essa percepção de forma prática.

18 meses após assumir a prefeitura o prefeito tem vivenciado problemas que vão dos abacaxis, passam pelos picolés, se instauram pela cidade como as invasões, agridem como a criminalidade e debatem como a oposição política.

Por toda a cidade temos pessoas que mal conseguem administrar o dinheiro de comprar pão, que vivem com a mesada do pai e da mãe se colocando como entendedores de administrações públicas, afirmando ser mais fácil do que realmente é, dar solução as demandas da cidade.

Por outro lado temos também uma administração que vem se blindando de opiniões e esse pode ser a sua grande doença. O cabresto é colocado e todos acreditam que sua opinião é a correta e que a sua forma de fazer as coisas é única e eficiente.

É Bom lembrar que a arrogância prediz a queda, assim foi com os ex-prefeitos e assim pode ser com a equipe que hoje administra a cidade.

Carlos Drummond de Andrade dizia que “É fácil falar em nome do povo, ele não tem voz”. Esse pensamento tem lá suas particularidades, afinal entender o que o povo quer é algo mais difícil do que administrar a cidade.

O único problema na afirmação é que hoje as coisas não são bem assim, e se o prefeito não se aprumar para ouvir a real voz do povo além dos críticos de redes sócias, daqui a dois anos, por mais que Euzebio tenha feito uma boa gestão, ele ouvirá a voz dos insatisfeitos, ecoando nos sons dos votos nas urnas, dando preferência para outro nome.

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