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Editorial

Só toma pedrada pé de manga que dá fruta boa!

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Se não estamos enganados, na 18ª ou 19ª reunião ordinária da Câmara Municipal, o presidente da casa tomou a palavra para proferir críticas ao executivo quanto a situação do José Silva De Almeida.

Na ocasião vários pontos foram expostos e entre eles em determinado momento o chefe da casa direcionou suas atenções para questionar o envolvimento do procurador adjunto, Dr. Rildo de Oliveira, com o veto do prefeito quanto ao projeto que regularizaria as invasões no bairro.

As falas deram a entender que o procurador tinha interesses pessoais já que o mesmo defendeu uma causa quanto a reapropriação de terra movida por um empresário. Contudo os disparos para com o procurador adjunto não se findaram por ai e na última terça-feira, na 20ª reunião ordinária Dr. Rildo voltou a ser alvo de críticas.

Uma entrevista dada a um veículo de imprensa da cidade foi o alvo das considerações e acusações como, vocês podem conferir na matéria de capa desse Popular, contudo, o material que veio de origem de uma entrevista onde o contexto foi ignorado e pontuado segundo a interpretação dos vereadores, geraram falas duras e até mesmo acusações de xenofobia.

Quanto ao fato da interpretação, o procurador adjunto até entende pelo fato de que as falas foram editadas, como é de comum necessidade e praticado pelos veículos de imprensa, contudo ser chamado de xenofóbico levou o advogado a querer implementar medidas contra os vereadores.

Aos demais o entendimento de “velha política rasteira”, foi as considerações feitas pelo procurador adjunto que agora irá à justiça reaver seus direitos em dois processos que serão apresentados.

A situação, no entanto têm sim, suas conotações políticas, afinal o procurador adjunto representa o executivo e como afirmou o prefeito, o veto ao projeto 117/2017 aconteceu por questões jurídicas, e que a análise dos procuradores da casa levaram o executivo a vetar a proposta.

O problema é que a briga entre Cruzeiro e Atlético tem extrapolado os limites partidários e políticos e começa a trazer transtornos para àqueles que prestam serviço, para a população que é afetada com sonhos estimulados indevidamente e verdades ambíguas que são pregadas por políticos.

Em um momento onde se tem que ter o máximo de atenção e cautela, falas desconexas, análises indevidas e até mesmo ponderações que são até mesmo indevidas, geram um certame que é envolto de irresponsabilidade, ou melhor, que não afere os reais impactos que podem causar para as figuras públicas e para os populares.

Não só o procurador adjunto (nesse caso), mas de forma geral populares tem sido prejudicados pelo fato de que enquanto as forças travam um embate para mostrar quem manda mais, quem tem mais coragem, quem tem mais peito e quem levará os créditos, demandas do município são deixadas para segundo plano.

Vale lembrar que essa foi a segunda vez que os vereadores colocaram a mão na cumbuca, e mexeram com quem estava quieto.

No primeiro momento as acusações foram direcionadas para a secretária Municipal de Saúde, profissional que tem tirado leite de pedra, com poucos recursos tem buscado medidas para dar salubridade à saúde da cidade.

Na ocasião ser chamada de mentirosa rendeu um processo que já foi representado, mas não movido pela prefeitura e sim pela pessoa que foi envolvida em uma briga política. Agora o procurador adjunto, advogado experiente com mais de 15 anos de trabalho já comunicou que vai sim, ele pessoalmente, mover a ação contra o vereador Adair da Impacto (Avante).

Vale ressaltar que ambos os profissionais que foram feridos a ponto de optarem por mover um processo, tem desenvolvido um trabalho relevante na cidade, e talvez por isso tenham sido apedrejados, afinal de contas “só toma pedrada pé de manga que dá fruta boa”.

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