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Vamos falar sobre a mamografia?

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Exame preventivo é capaz de detectar o câncer que mais mata mulheres no mundo; para este ano, estão previstos mais de 50 mil novos casos de câncer de mama

Engana-se quem pensa que as campanhas de prevenção ao câncer de mama acontecem apenas em Outubro. O dia 05 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia, exame capaz de detectar precocemente o câncer de mama.

De acordo com o site do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados para esse ano, 59.700 novos casos de câncer de mama. Depois do câncer de pele (não melanoma), o de mama é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, respondendo por cerca de 28% dos casos novos a cada ano no Brasil.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) alerta que a mamografia de rastreamento não evita o surgimento do tumor, mas é o exame mais eficiente para detectar o câncer de mama quando ele está com menos de um centímetro, fazendo com que as pacientes tenham grandes chances de cura. Ainda de acordo com a SBM, na população com acesso à mamografia periódica, o número de mortes pela doença diminuiu de 15% a 45%.

Segundo a mastologista do Hospital Santa Genoveva, Anna Silvia Jardim de Freitas Borges Lucas, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia é que a mamografia de rotina seja feita anualmente a partir dos 40 anos. “Antes disso, elas devem realizar esse exame apenas se apresentarem risco aumentado para a doença. Como, por exemplo, aquelas que tenham casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 40 anos de idade”, explica Anna Silvia.

A mastologista ainda salienta que as pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença, mas é relativamente raro que seja antes dos 35 anos. A incidência do câncer de mama cresce progressivamente a partir desta idade, mas aumenta especialmente a partir dos 50. “Por isso, todas as mulheres, em qualquer faixa etária, devem ficar atentas a quaisquer alterações palpáveis nas mamas e devem procurar avaliação médica nesses casos”, afirma a médica.

“Cistos mamários, nódulos benignos e infecções nas mamas (mastites), são algumas alterações benignas que podem ser confundidas com o câncer de mama em um primeiro momento. Mas, apenas com a avaliação clínica e propedêutica adequadas que é possível fazer o diagnóstico adequado”, finaliza a médica.

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