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Editorial

Vale tudo

Israel Silveira

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Vivemos o caos que nunca imaginamos, presenciamos no ano que se passou momentos tristes e marcantes quanto ao desenvolvimento social. O caos foi instaurado, nossos políticos não levaram a sério a pandemia, assim como nós cidadãos não levamos a sério o nosso voto nas urnas e agora um absurdo cenário passa a nossa frente como uma novela, ou melhor, um filme de terror que não tem fim.


Há alguns dias falamos do desgoverno que se tornou Minas Gerais nessa pandemia; hoje questionamos nossos leitores, por acaso não tínhamos razão?

A situação é desgastante e degradante em todos os contextos e esferas, e para piorar o que já é ruim, a velha política se instala na direita e na esquerda, a manipulação da informação coloca todos em conflito e nesse momento já não se confia em ninguém; já não se sabe mais o que é verdade. A única coisa que é certa é que estamos mais próximos da morte do que nunca.

Tim Maia já dizia em sua música: “vale, vale tudo, vale o que vier, vale o que quiser”, esse trecho coincide com o que vivenciamos nesses dias. Agora literalmente vale tudo, cada um com sua crença, com sua incerteza, evitando a morte que parece certa.

Não se sabe mais qual remédio cura, qual previne, qual agride, qual é insosso. A única coisa que se sabe é que todos os lados falam mentiras e verdades, e nós, seguimos a deriva, talvez tomando placebo, ingerindo veneno, e tendo na consciência de que isso é o que pode nos salvar.

Temos um presidente boçal e ridiculamente caricato. Temos um governador passivo, e até mesmo reativo diante de um cenário que se desenhava há anos. Temos um prefeito que se esconde atrás de seus peões, que por sinal nem são dos mais competentes, e temos um povo, que insiste em se importar com o que não tem importância.

As palavras dos governantes são cada vez mais copiadas e indigestas. No município o chefe do executivo abre a boca para defender a manutenção do emprego, fecha os olhos para ver as irregularidades nos comércios e indústrias quanto às normas da Onda Roxa, mas resolve impedir que alguns grupos específicos tenham sua vida dificultada, quase que para perseguir um vereador tido como oposição.

Está certo, temos que preservar os empregos e a economia, mas também temos que ser coerentes e preservar a vida e pelo que a gente vê as coisas não andam lá as mais claras.

Reclamações de populares são constantes, uns pela abertura, outros pelo fechamento, uns pelo atendimento, outros pela falta de medicamento, e se o prefeito nesse momento fica na sombra dos secretários, a transparência se esconde atrás dele; lembrando que até hoje os leitos informados como já abertos não constam no boletim epidemiológico e se isso por algum motivo ainda não é informado (para não dizer omitido), imagine o que mais não está sendo divulgado.

Isso na verdade nem tem mais importância para grande parte da população, que por sua vez só reclama da Onda Roxa porque não se compra mais cerveja gelada nos bares e supermercados. Para outros a situação presenciada na cidade, em Minas, no Brasil, não importa mais porque literalmente tudo que se tinha de importante a pandemia já dizimou.

Hoje vivemos em um estado que a exemplo do Amazonas, está prestes a literalmente ficar sem ar, e para ser sincero é a última coisa que falta porque já estamos sem médicos, sem medicamentos, sem camas, sem respiradores, sem dignidade.

A padoca fechou, o presidente segue dando birrinha dirigindo o país como se fosse o seu poleiro, batendo na mesa e cancelando compra de vacina, afinal é o machão que manda aqui. Enquanto isso, cidades como Nova Serrana e muitas outras, juntam as moedas para tentar comprar as vacinas que o Governo Federal insiste em afirmar que irá confiscar.

Percebem, hoje não tem mais para onde olhar e se aliviar. O futebol foi paralisado, o esporte foi cortado, a cultura jogada no limbo, enquanto as marionetes de Lula e Bolsonaro brigam nas redes sociais pelas eleições que ainda estão por vir.

Para finalizar vamos lembrar que os Titãs já cantavam a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte. A gente não quer só comida, a gente quer saída Para qualquer parte… A gente não quer só comida, a gente quer bebida, diversão, balé. A gente não quer só comida, a gente quer a vida como a vida quer… A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro e felicidade. A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade”.

Hoje no entanto seguimos intubando a esperança de vivemos em dias melhores, sonhando com o dia que nosso povo vai nas urnas fazer a diferença, e transformar um país de políticos mequetrefes, em uma nação conhecida por sua “Ordem e Progresso”

Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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