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Editorial

Moral ilibada

Israel Silveira

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O mineiro definitivamente é um povo diferente, é um povo carismático, ressabiado, por muito tímido, mas não se engane a malandragem do carioca passa longe de ser esperta perto do jeitinho mineiro.


Entre os belos montes de Minas temos milhões de cidadãos que são trabalhadores, que em sua maioria são honestos e tem sua moral ilibada, mas nos dias de hoje, esse conceito de honradez é questionada pela situação a qual somos expostos.

É difícil falar isso, mas hoje a moral é algo superficial para não dizer instinto. E se a corrupção é algo tão combatido quando falamos de políticos, infelizmente lidamos com o fato de que o povo que elege os nobres também tem seu preço.

“O pau que nasce torto não se endireita”, a política, corrupta por natureza, jamais será ilibada, isso porque aqueles que investem no poder, não tem o objetivo de que suas ações sejam cândidas, isso independente do momento, e agora, em meio a tanta notícia ruim, em meio ao desgoverno vivenciado na pandemia de Covd-19 em Minas, isso fica ainda mais latente.

Vejam só tivemos recentemente um grupo de “servidores públicos” puxados pelo próprio líder da pasta da saúde em Minas Gerais, que furaram a fila de vacinação contra covid-19, passando por cima da normativa, instituída em protocolos pelo próprio governo.

O pior é que os mesmos sequer assumiram que tal fato foi imoral. O ex-secretário chegou a colocar o governador no pote, afirmando que Zema tinha consciência da vacinação e inclusive, foi lhe oferecido tal ato, que foi então refutado pelo gestor mineiro.

Tudo ocorreu da forma mais obscura e natural possível já que demorou e não foi pouco para o escândalo vir à tona. E se você pensa que isso são fatos isolados, bom reveja seus conceitos, afinal de contas, políticos e empresários mineiros, foram acusados de comprar vacinas e se vacinarem literalmente às escondidas.

O ex-governador de Minas está no balaio de gato, que no calar da noite, tomou uma dose da vacina na garagem da empresa de ônibus. Da mesma forma que os drogados se escondem para consumir as drogas ilícitas, os nobres empresários e políticos se esconderam para tomar as vacinas que não custaram mais do que R$ 600,00.

Aqui fica ainda a certeza de que, para eles nada demais vai acontecer. Não estamos prevendo o futuro, só estamos lembrando que no Brasil, e até mesmo aqui em Minas Gerais, a moral ilibada quando manchada é limpa por dinheiro.

Vejam só após anunciar que todo o estado iria fechar, com exceção dos produtos considerados essenciais, temos o presidente de uma instituição que representa a indústria estadual indo a público e afirmando que, todas as indústrias são essenciais, e isso antes mesmo do Governo do Estado confirmar o funcionamento.

Pouco depois de uma reunião Zema confirma que o setor industrial em toda a sua escala é essencial, e como consequência, dias depois, o estado recebe a doação de 100 respiradores para criação de leitos. Não que não sejam bem vindos, não que seja ilegal, não que seja corrupção, mas não é estranho “agradecer o funcionamento anteriormente proibido, com a doação de equipamentos”.

Percebem que a moral ilibada tem preço, tem poder financeiro, tem interesse, e a nós cabe concordar publicamente, desde que satisfaçam nossas necessidades, ou nos omitir e nos calar para não agredir aqueles que tem poder para gerar tran$torno$.

Encerrando esse editorial queremos reiterar que na verdade todo esse raciocínio não é algo somente de esferas macro. Em nossa cidade isso também acontece afinal vocês se lembram quem pagou pelos leitos que atendem a nossa população e como consequência, quais os setores que primeiro tiveram a liberação para funcionamento.

Questionamos recentemente a administração se estaria sendo realizada a fiscalização das fábricas, quanto a manutenção das medidas de segurança determinadas no protocolo da Onda Roxa, e a resposta que não nos estranha foi que tal fiscalização só ocorre diante de denuncias. Ou seja, se você não me contar, eu não vou olhar e assim seguimos fingindo que tudo anda bem nas terras do calçado.

Para finalizar reiteramos que temos observado a moral ilibada dos protagonistas públicos de nosso município, e salientamos que nós seguimos observando os contratos, as licitações, as ações, as falas e as medidas adotadas, e diante da constatação ou comprovação dos fatos não vamos nos omitir, afinal, todos têm seu preço, mas nem sempre o dinheiro é o valor que se paga para ter a moral ilibada, pelo menos neste Popular, o dinheiro não é o que literalmente move nosso compromisso moral com a população.

Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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