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Editorial

Me chama que eu vou…

Israel Silveira

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Estamos vivendo uma das maiores crises da saúde pública já presenciada no Brasil e em Minas Gerais; de fato as coisas não andam nada bem. O Caos presenciado é tão grande que um toque de recolher não incomoda mais.


É inegável, no entanto, que em meio a toda essa bagunça causada pela pandemia, apesar de não ser completamente justo, algumas pessoas acabam carregando a maior responsabilidade (para não dizer culpa), e sendo assim o gestor de nossa cidade, que por vezes já cometeu inúmeras gafes, não deixa de perder sua popularidade com novas pérolas e ações sem pensar.

Para se referir a motoristas que estacionam em local proibido, o prefeito chamou populares de Nova Serrana de ANIMAIS, agora, diante de uma pandemia, de um toque de recolher, imagina quais são os adjetivos que devem ser no oculto, desferidos pelo atual gestor.

Se analisarmos por uma ótica crítica, e olharmos para aqueles que resolveram abrir seus negócios em plena onda roxa (por necessidade ou ganância – tanto faz), podemos dizer que talvez estes sobreviventes sejam os capetas que o prefeito se referiu, quando disse que CAPETA NENHUM VAI ABRIR os estabelecimentos fechados pela administração.

Agora, depois do período eleitoral, depois do PAI ESTAR ON, depois dos militantes distribuírem CERVEJA GELADA no trajeto da carreata, depois de irresponsavelmente abrir um parque de diversões em plena pandemia, ouvimos críticas para as festas, proibições de venda de bebidas geladas e tantas outras ações.

Acontece que a turma da realeza esquece que os animais são domesticados pelos hábitos, e sendo assim, depois de dar exemplos errados e durante o período de eleição, deixar a cidade como o diabo gosta, não adianta pedir pelo amor de Deus, para que os hábitos mudem.

Se olharmos para o passado, vamos perceber que a situação agora é bem pior do que a dos PICOLÉS, dos ABACAXIS tomados, dos pontos de taxi supervalorizados, das catiras, dos contratos de locação de veículos feitos com a empresa a qual trabalhava o filho do então secretário.

Por falar em veículos, para endossar a impopularidade, temos a compra de um carro de luxo, adquirida em meio a pandemia pelo prefeito, que rapidamente, depois de ser defendido de forma vaga e superficial pelo seu serviçal no legislativo, rapidamente ganhou nas ruas da cidade o título de REI DA SUCATA.

Vejam só, atualmente Nova Serrana irá abrir 50 novos leitos com recursos próprios, precisa de R$ 12 milhões para imunizar toda a população, faz um belo caixa com venda de ferro velho, e como ótima medida administrativa o Rei da Sucata resolver andar de carro zero.

A justificativa é que os gestores do passado faziam, então vamos fazer também. Partindo dai o medo já bate na porta, porque se a moda pega de fazer o mesmo que os gestores passados estamos na verdade lascados.

Os gestores passados deixaram o Hospital São José ir a falência, tivemos a informação, ainda não oficial que uma médica bem conhecida em denúncias administrativas da saúde, recentemente virou diretora técnica do Hospital São José, e embolsa mais ou menos R$ 10 mil a mais que seu antecessor. Sendo assim o Rei da Sucata, que foi eleito e reeleito para fazer diferente, caminha a passos largos para copiar os erros de seus antecessores.

Vejam só em meio a pandemia não se pode gastar com picolé, então compramos carros, não se pode gastar com evento, então enchemos a cidade de gradis para conter os animais, e seguindo nessa ordem vamos encontrar várias e várias ingerências difíceis de entender.

O pai segue ON, e torcemos para que suas novas decisões sejam mais coerentes, para começar ele poderia mandar embora uma série de incompetentes que estão ao seu lado, e podemos falar isso de forma bem tranquila, afinal, demorou quatro anos para descobrirem que alugar um carro, a longo prazo, fica mais caro do que comprar. PAU NA MOLEIRA deles.

O Rei da Sucata vive em um momento onde é mais fácil falar alto do que fazer, e ainda tem que se preocupar em desenhar para os seus cinco vereadores o que fazer, isso porque como diz a música trilha sonora da novela rainha da sucata, “são cinco elementos apunhalando o coração”, e se os vereadores  não aprenderem a votar como manda o Rei, os problemas vão ser ainda maiores, afinal, o executivo terá que prestar contas e justificar o que é muitas vezes injustificável.

“Hey,eh-ô eh-ô! Me chama que eu vou”, afinal de contas essa novela não tem fim antes de 2022, afinal as eleições estão chegando, os interesses seguem borbulhando e para nós, a plebe dessa corte, resta saber que, se o Rei da Sucata for candidato, teremos soluções e problemas maquiados para nas urnas esquecermos que os  carro vale mais que 2 mil pessoas imunizadas. E se por algum motivo, o interesse eleitoral não vier, ai sim, a novela chamada Nova Serrana vai se tornar um verdadeiro filme de terror.

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Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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