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Uberlândia terá toque de recolher, lei seca e abertura de hospital de campanha

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Para conter o avanço da Covid-19, a cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vai ter toque de recolher e lei seca a partir desta terça-feira, de 23 fevereiro, além da abertura de um hospital de campanha, com 108 novos leitos dentro do Hospital Municipal.

As medidas foram anunciadas pelo prefeito Odelmo Leão (PP), na tarde de segunda-feira (22), durante uma coletiva de imprensa, e serão publicadas no Diário Oficial do Município.

De acordo com o prefeito, a cidade será fechada das 20h até as 5h, sendo permitido apenas o funcionamento de hospitais e farmácias durante o período de recolhimento.

O transporte público também não vai funcionar nesse horário. Por isso, as atividades econômicas e comerciais devem ser encerradas a tempo dos trabalhadores conseguirem pegar o transporte coletivo para voltarem para casa. Inicialmente, a restrição vale por sete dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período, quantas vezes for necessário.

“Amanhã, a partir das 20h até às 5h da manhã a cidade está fechada. Somente atendimento como farmácias será permitido, pois não podemos obstruir uma pessoa de buscar um medicamento. É momento de termos responsabilidade. Estamos desde a semana passada com medidas restritivas, fechando às 06h da tarde, não abrindo sábado e domingo. A cidade praticamente parou. Eu estou tentando equilibrar saúde e economia. Essa medida que será decretada hoje é mais um endurecimento. Espero que as pessoas nos ajudem, porque se for necessário, eu tomarei mais medidas em defesa da vida”, afirmou Odelmo.

A venda e o consumo bebidas alcóolicas na cidade estava sendo permitido até as 18h, mas a partir de amanhã a lei seca é geral e segundo o prefeito, a proibição vale até a pandemia acabar. Leão também informou que a Polícia Militar vai atuar para evitar que as pessoas fiquem fora de casa no horário de restrição, sem justificativa ligadas a problemas de saúde.

Conforme o último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde Uberlândia nesta segunda-feira, a cidade tem 65.757 casos confirmados de Covid-19, 985 óbitos e uma taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes com coronavírus de 99%.

HOSPITAL DE CAMPANHA

A situação da pandemia da Covid-19 em Uberlândia vem se agravando cada vez mais, desde o início de 2021. De acordo com o secretário municipal de saúde da cidade, Gladstone Rodrigues, atualmente há 391 pessoas internadas nas oito Unidades de Atendimento Integrado (UAIs), sendo 200 pacientes com coronavírus e 81 com pedidos para internação em leitos de UTI.

Para desafogar as UAIs, que são a porta de entrada dos pacientes com Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura decidiu abrir um Hospital de Campanha, dentro do Hospital Municipal, com 20 leitos inicialmente – podendo chegar a 108 – que serão destinados para pessoas que não tem coronavírus.

“Fiz contato com o Ministério da Saúde, autoridades de Brasília, retratando a situação da nossa cidade. Na última quarta-feira, falei com o chefe de gabinete do ministro Eduardo Pazuello e enviei documentos com todos os dados da pandemia desde março de 2020. Trabalhamos exaustivamente e, por determinação do professor Gladstone, vamos abrir um hospital de campanha dentro do hospital municipal”, afirmou o prefeito Odelmo Leão.

Segundo Gladstone Rodrigues, incialmente, o plano da Prefeitura era montar o Hospital de Campanha na Arena Tancredo Neves (Sabiazinho). A estrutura custaria R$ 4,5 milhões aos cofres públicos, teria 108 leitos e levaria um prazo de 18 dias para ficar pronta. Mas, devido a situação dramática enfrentada no sistema de saúde da cidade foi necessário dar uma resposta mais rápida.

“Não temos 18 dias para tentar salvar vidas. Vamos improvisar o Hospital de Campanha e usar áreas como o auditório, anfiteatro, um espaço da maternidade e se necessário o estacionamento, onde é possível colocar tendas para montar leitos. Lá temos infraestrutura de oxigênio, farmácia e recursos humanos. Vamos perseguir o objetivo de ter 108 novos leitos no Hospital Municipal, mas vamos começar primeiro com 20 leitos”, disse Rodrigues.

O secretário também falou sobre o abastecimento de oxigênio em Uberlândia, o que impacta diretamente na montagem do Hospital de Campanha na Arena Sabiazinho, já que a empresa de oxigênio hospitalar não tem tanque do produto para vender.

“Não sei por quanto tempo ela vai conseguir garantir o abastecimento. Antes, um tanque grande de oxigênio de um hospital era abastecido de 15 em 15 dias. Agora, isso é feito de três em três dias. Um paciente de Covid consome um nível de oxigênio muito alto”, pontuou.

Fonte: Por HELLEM MALTA – O TEMPO

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