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Tratamento nutricional na síndrome do intestino irritável!

Mariele Lacerda

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Muita gente se queixa de problemas intestinais. São cólicas, gases, distensão abdominal, crises alternadas de prisão de ventre e diarreia, sensação de que o intestino não foi esvaziado completamente com a evacuação. Esses sintomas são comuns a muitas doenças intestinais. Uma delas é a síndrome do intestino irritável, um distúrbio funcional, sem causa anatômica nem lesões que o justifiquem.

A síndrome do intestino irritável é uma doença crônica na maioria dos casos, mas há momentos em que os sintomas manifestados são piores e alguns momentos nem tanto, podendo inclusive, ter fases completamente assintomáticas.

O tratamento da Síndrome do Intestino Irritável, como a maioria dos distúrbios funcionais digestivos, constitui um desafio para os médicos, pela peculiaridade que este grupo de doenças tem em comum. É preciso então definir bem o diagnóstico desse distúrbio, para que o paciente possa responder bem a uma abordagem geral de tratamento que envolve também mudanças na alimentação e de estilo de vida.

Alguns alimentos estão relacionados à piora do quadro da Síndrome, principalmente por aumentarem a produção de gases intestinais, que são os grandes causadores de sintomas, como a distensão abdominal e os flatos. Alimentos que devem ser evitados:

  • Glúten: alimentos a base de trigo e centeio como pães, biscoitos, bolachas, muffins, macarrão.
  • Frutas: maçã, pêra, melancia, manga, abacate, goiaba, ameixa, mamão, nectarina, caqui, damasco, lichia, cereja, pêssego, frutas em conserva e frutas secas.
  • Vegetais e cereais: trigo, centeio, alho, brócolis, couve flor, repolho, rúcula, endiva, pimentão, quiabo, lentilha, grão de bico, erva doce, molho de tomate, cebola e feijão.
  • Leite e derivados: leite, iogurte, manteiga, queijo fresco, ricota e sorvete.
  • Bebidas: sucos industrializados, refrigerantes, cerveja, vinhos doces e café.
  • Edulcorantes: sorbitol, xylitol, maltitol, isomalt encontrados em bolos, caramelos, chicletes, balas e adoçantes artificiais.
  • Todos os suplementos esportivos.

No entanto, é essencial o acompanhamento nutricional, uma vez que ao serem excluídos da dieta diversos alimentos considerados prejudiciais, criam-se regimes alimentares desequilibrados e que podem acarretar deficiências nutricionais. Assim, a estratégia terapêutica nesta doença depende da natureza e intensidade dos sintomas, do grau de comprometimento funcional e de fatores psicossociais envolvidos. Uma abordagem nutricional individualizada, levando-se em conta a apresentação clínica e o reconhecimento da piora ou melhora dos sintomas com determinados alimentos é a principal estratégia no tratamento dietético dessa síndrome, visto que o impacto de cada indivíduo é muito variável.

 

MARIELE LACERDA é nutricionista, Pós Graduada em Nutrição Clinica, Funcional e Fitoterápicos. Sócia proprietária do Espaço ReAl.

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