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Teste do pezinho pode detectar até 50 doenças

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Nova Serrana é uma das cidades que mais cresce em Minas Gerais e não só pelo grande índice de migrantes, mas também por ter uma significativa taxa de natalidade.

Para se ter um ideia do crescimento e taxa de natalidade no município, a cidade contabiliza nos 12 meses entre maio de 2018 e abril de 2019 uma média de 136 partos por mês. Contudo é importante ressaltar que dentre estes partos existem procedimentos feitos com moradores de cidades vizinhas como Leandro Ferreira e Perdigão.

Contudo, a grande maioria dos procedimentos é de moradores de Nova Serrana e a prova disso é o grande número de procedimentos pós partos realizados na cidade.

Entre os principais procedimentos está o teste do pezinho, que é uma das principais formas de diagnosticar precocemente seis doenças.

Somente entre o dia 01 de janeiro e 07 de junho, foram realizados em Nova Serrana 639 procedimentos de testes do pezinho nas unidades de saúde. Ou seja, o município contabiliza uma média de 129 procedimentos por mês, apenas sete a menos do que média de natalidade registrada.

A importância do teste do pezinho

Os testes do pezinho são procedimentos gratuitos que são realizados nas unidades de saúde e devem ser realizados preferencialmente e fundamentalmente entre o terceiro e o quinto dia de vida.

O Exame que é realizado com uma pequena picada no pezinho do recém nascido possibilita que sejam diagnosticadas as doenças fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

É fundamental ainda ressaltar que para as seis doenças detectadas no programa, há tratamento adequado, gratuito e acompanhamento por toda a vida nos 31 serviços de referência em triagem neonatal do país, presentes em todos os estados brasileiros.

O Teste do Pezinho está disponível no Brasil todo, com 21.461 pontos de coleta, distribuídos na rede de Atenção Básica, Hospitais e Maternidades.

Nova Serrana

Diante dos expressivos números apresentados em Nova Serrana a secretária municipal de saúde, ressalta os desafios da promoção da saúde com qualidade para as puérperas e recém nascidos.

Segundo a secretária Municipal de Saúde, Glaucia Sbampato, esse processo do teste do pezinho vem sendo trabalhado com educação e conscientização das mães quanto a saúde das crianças. “Desde o período pré-natal, instruímos as mães sobre a importância da saúde preventiva. Assim quando a criança nasce sabemos que o trabalho de conscientização foi feito e a rede de saúde pública possibilita que os testes sejam feitos e um diagnóstico quanto a condição de saúde da criança seja desde cedo elaborado”, disse a secretária.

Glaucia ainda reforça que é mostrado aos pais que “Apesar de muitos bebês chorarem durante o exame, por conta da picadinha no calcanhar, não é um exame que traz risco ao bebê. A dor é irrisória e o bebê ainda é bem pequeno para que isso cause algum transtorno, pelo contrário, os benefícios de diagnóstico de outros problemas de saúde mais graves são amplamente favoráveis ao tratamento e a saúde do bebê”, disse a secretária.

Por fim Sbambato lembra que “o procedimento é gratuito na rede púbica de saúde, e quaisquer dúvidas dos pais ou responsáveis, podem ser tiradas durante o pré-natal e na unidade de saúde, no qual a gestante faz o controle, antes e ou após o parto”. Finalizou Glaucia Sbampato.

Outros exames

Além do teste do pezinho existem ainda os testes da orelhinha, teste da linguinha e teste do olhinho, contudo é importante ressaltar que estes três ainda não são ofertados gratuitamente por toda a rede pública de saúde.

Em Nova Serrana existe uma indicação do vereador Valdir Mecânico, protocolada em 2018, solicitando que o município oferte estes exames gratuitamente. Contudo como ainda não são obrigatórios e ofertados pelo SUS os procedimentos ainda não são disponibilizados gratuitamente pela saúde pública na cidade.

Outro fator relevante a ser abordado é que o procedimento ofertado pelo SUS, apesar de ser gratuito é incompleto, isso porque o teste do pezinho realizado em instituições privadas tem uma atuação e diagnósticos mais amplos.

Segundo apurado o exame que permite identificar bebês com alta probabilidade de apresentar algumas doenças metabólicas, genéticas e/ou infecciosas que podem causar sérios danos à saúde e sequelas por toda a vida.

Conforme apurado apesar de identificar pelo SUS apenas seis doenças, o teste pode identificar doença falciforme, fibrose cística, hipotireoidismo congênito, entre outras, sendo que a versão ampliada, disponível somente na rede particular de saúde, pode detectar 50 patologias, como HIV e outras doenças infecciosas.

História do teste do pezinho

Testado e implantado após pesquisas relacionadas a metodologia em 1961, nos Estados Unidos. Em 1964, graças ao teste do pezinho, cerca de 400 mil crianças já tinham sido testadas para a doença chamada fenilcetonúria, em 29 estados americanos.

Desde a década de 1960, logo após a comprovação da eficiência do exame, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orientou os países que adotassem a triagem neonatal nos programas de assistência à população.

A escolha foi feita por ser uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra. Em todo o mundo, a coleta do exame é realizada pela punção no calcanhar e por isso, aqui no Brasil, é popularmente chamado de Teste do Pezinho.

O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ofertar o Teste do Pezinho, em 1976. A iniciativa partiu de um pediatra paulista, o professor Benjamin Schmidt. Ele criou um projeto na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE-SP) para diagnosticar a fenilcetonúria. Dez anos mais tarde, em 1986, a mesma instituição incluiu o diagnóstico do hipotireoidismo congênito no teste.

Já em 2001, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Triagem Neonatal – PNTN (Portaria de Consolidação nº 5/2017 GM/MS, Art. 142 ao Art. 150), com o objetivo acolher a todos os recém-nascidos já que não só o teste precisava ser feito, mas com o resultado do exame, esses bebês necessitavam de atendimento.

A partir de então, todos os estados passaram a ser habilitados no Programa, que envolve desde a detecção precoce das doenças a ampliação da cobertura populacional, além da busca ativa de pacientes suspeitos de serem portadores das doenças previstas no teste. Isso significa que as famílias não só serão comunicadas do resultado, mas poderão ser convocadas para uma nova coleta para confirmar qualquer doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) ainda garante o atendimento com médicos especialistas (atenção especializada) a todos os pacientes triados.

 

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