Economia
Ferro-gusa de Sete Lagoas fica fora do tarifaço dos EUA e preserva setor estratégico de Minas
O ferro-gusa, principal produto da economia de Sete Lagoas (MG), foi excluído da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre uma série de produtos brasileiros. A decisão representa um importante alívio para o setor siderúrgico mineiro, altamente dependente das exportações para o mercado norte-americano. (Sete Dias)
A lista definitiva de exceções divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) também contempla produtos do agronegócio, como carne bovina, laranja e celulose, além de matérias-primas consideradas estratégicas para a indústria dos EUA, entre elas o ferro-gusa. As novas tarifas passam a valer em 22 de julho para milhares de itens que ficaram fora da relação de isentos. (Gazeta do Povo)
A exclusão do ferro-gusa ocorreu após intensa mobilização do setor. Empresários brasileiros e representantes da indústria siderúrgica norte-americana participaram de reuniões e audiências junto ao USTR, argumentando que as usinas dos Estados Unidos dependem fortemente do insumo produzido em Sete Lagoas e em outras cidades mineiras.
Segundo os argumentos apresentados, mais de 95% do ferro-gusa produzido nos Estados Unidos é consumido pelas próprias siderúrgicas, sem oferta suficiente para o mercado. Além disso, a redução das exportações de países como Rússia e Ucrânia tornou o produto brasileiro ainda mais estratégico para a cadeia produtiva do aço norte-americana. (Diário do Comércio)
Apesar da isenção da nova tarifa, o ferro-gusa brasileiro continua sujeito à alíquota de 10% já existente. A expectativa do setor é que essa cobrança também possa ser revista nos próximos dias, dependendo da decisão do Congresso dos Estados Unidos. (Sete Dias)



