Conecte-se conosco

Direito do consumidor

Supermercados de BH começam a limitar compra de arroz e óleo por cliente

Avatar

Publicados

em

Alguns supermercados de Belo Horizonte já começaram a limitar a compra de pacotes de arroz e de óleo por cliente. Em alguns estabelecimentos, o consumidor pode levar no máximo cinco pacotes de 5kg do principal alimento da mesa do brasileiro.
De acordo com a Associação Mineira de Supermercados (Amis), a prática não é ilegal e cabe a cada estabelecimento decidir a quantidade vendida para cada cliente.
Em pelo menos duas redes de supermercados no Bairro Buritis, Região Oeste da capital, a quantidade de arroz está limitada. Os preços variam entre R$ 22 e R$ 29. Em algumas regiões do Brasil, o cereal chega a custar R$ 42.
No Bairro Itapuã, na Região da Pampulha, uma rede de supermercados está vendendo apenas cinco pacotes de arroz de 5kg por pessoa. O óleo também foi limitado a 10 garrafas por cliente.
Ainda de acordo com a Amis, não existe uma orientação para que seja adotada qualquer medida de restrição no número de unidades por compra. “Trata-se de uma decisão particular de cada empresa”, informou por meio de assessoria.

Aumento nos preços

Na tarde da última quarta-feira (9), o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, não há prazo para que o preço do arroz seja reduzido para os consumidores.

Bolsonaro vem reclamando do aumento de determinados alimentos e chegou até mesmo pedir para que os supermercadistas tenham “patriotismo” e margem de lucro “próxima de zero” em produtos essenciais. Segundo Neto, porém, “não há supermercadista cobrando preço abusivo, não temos cartel”.

Em Minas Gerais, a Amis informou que vem trabalhando para encontrar uma solução que amenize a subida de preços.
“A Amis e todas as demais associações supermercadistas do Brasil, junto à Associação Brasileira de Supermercados, tem dialogado com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com fornecedores e já pediu providências à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre os reajustes de preços dos itens.”
Fonte: Por Ana Mendonça/ Gabriel Ronan –  EM
Foto: Gabriel Ronan – EM

Mais lidas