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Senador Carlos Viana se posiciona contra CPI, mas dispara: “gastamos R$ 450 bilhões para controlar a pandemia. Nós somos uma vergonha mundial”

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O senador mineiro Carlos Viana (PSD-MG), vice-líder do governo na casa, se mostrou contrário a abertura de uma CPI contra o presidente Bolsonaro, referente ao combate a pandemia de Coronavírus e possíveis negligências. Contudo Viana afirmou que o país é uma “vergonha mundial” no enfrentamento à pandemia de Covid-19.


Em suas falas o parlamentar considerou que o Brasil detêm um sistema de saúde que não funciona bem.

“Nós gastamos R$ 450 bilhões para controlar a pandemia. Nós somos uma vergonha mundial. Nós temos um sistema de saúde, mas que não funciona bem”, avaliou em entrevista à emissora CNN Brasil.

O senador também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal  (STF), por ter, em sua opinião, “invadido os outros poderes” com decisões monocrática, sobretudo.

“Se falamos em investigar [CPI], temos de investigar toda essa história. O que eu tenho observado, com muita tristeza, é que essa CPI não quer dar uma resposta para população. O Supremo está invadindo competência. Nós temos de dar respostas à corte para que isso não volte a se repetir. O Senado tem de limitar decisões monocráticas. Nenhum poder é superior ao outro”, afirmou.

Na semana passada, Viana já havia rechaçado a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso, que determinou ao Senado a instalação de uma CPI para apurar as ações do governo federal no combate à crise sanitária provocada pelo coronavírus.

Numa ofensiva, o parlamentar prometeu preparar um pedido de impeachment contra o magistrado, sob a justificativa de que houve interferência indevida nas funções do Legislativo.

Também em entrevista para a CNN, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor da proposta que criou a CPI da Covid, destacou não ver problema na ampliação do escopo de investigação da comissão.

“Não há nenhum problema com relação a isso. Se tiverem os votos necessários, que amplie. Vamos começar pelo governador do Amazonas, se for caso. CPI não investiga pessoas, investiga fatos”, disse.

Amanhã, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai realizar a leitura do requerimento da CPI da Covid. Sobre o andamento do processo, Randolfe acredita que a primeira discussão já deve ocorrer na próxima semana.

“Na quarta-feira nosso bloco deve indicar os participantes da CPI. E outros blocos devem fazer o mesmo até o fim desta semana. Tendo isso, nós teremos o número possível para instalação da CPI. Na próxima semana é possível que já tenhamos a primeira reunião”, prevê.

Quanto a um possível enfraquecimento da comissão, Randolfe diz que o processo se faz necessário para dar uma resposta a quem perdeu a vida. Na quarta-feira (14), o plenário do STF vai analisar a ordem de Barroso para a instalação da CPI.

Fonte: Com informação UOL/CNN

Foto: imagem ilustrativa – EM

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