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Seis homens e um intestino!

Léo Junqueira

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A frase mais falada nos últimos dias tem sido “quem não deve não teme”. Na mesma medida ouvimos muito a afirmativa “estou com minha consciência limpa”.

Mas, o que menos se ouve é a verdade. Nossos representantes, pelo menos seis deles, estão com um “baita” problema e aparentemente, quem vai resolver é o Ministério Público.

Entre outras frases de efeito, como “meu compromisso é com o povo de Nova Serrana, só quero o bem da cidade, tenho que dar satisfações aos meus eleitores e finalmente, vamos esperar pra ver”, uma nova expressão parece se misturar a essas afirmações difíceis de argumentar, quando o Ministério Público entra em cena.

Então, através desta coluna quero dizer uma coisa aos vereadores, secretários, prefeito, vice-prefeito, assessores e puxa sacos: vocês não são figuras santificadas e nem o povo é bobo. Posso dizer, ainda, que o poder corrompe mesmo quando se experimenta um pouquinho do “doce” que ainda nem foi mexido.

O problema maior dos seis vereadores será aparecer em público sem a falsa capa da humildade desfeita pelos diálogos registrados e confissões de seus assessores. Como Osmar Santos vai justificar a contratação de um assessor, que nunca lhe disse que era empresário do ramo de roupas profissionais? E ainda o contratou sem saber de suas qualificações, onde trabalhou, etc?

Ao depor, seu assessor de nome Yuri (que não é o Gagarin) disse que quando comparece à câmara assina a folha retroativa à semana passada, mas não se lembra o dia em que assinou a folha de ponto pela última vez. E é esse, o nosso representando eleito para zelar pelo patrimônio público, fiscalizar e corrigir erros do executivo? Que autoridade ele tem para tal função se nem a origem do seu assessor ele sabe?

Adair da Impacto, pelo que apresenta o relatório do MP nem sabe por que seu assessor falta ao trabalho. Ao ouvir o funcionário do gabinete dizer que foi dedurado por outro parlamentar, o vereador ainda faz a proposta de moverem um processo contra o dedo duro, não para esclarecer o assunto e revelar a verdade, mas “para arrancar um dinheiro dele por danos morais”. Que dano moral é esse? Moral de quem?

Outro vereador, Valdir Mecânico, o que mais tem a consciência limpa não sabia o paradeiro do seu assessor, mas o MP descobriu e foi lá no estabelecimento comercial do Sr. José da Silva, pai do investigado, que lhes relatou que o filho trabalha como pedreiro por conta própria e estaria naquele momento em uma obra.

Ao se dirigirem ao local constataram que o dito assessor estava na obra, sendo inclusive fotografado, mas seu chefe não sabia de nada, porque a incompetência é um estado normal para alguns edis despreparados.

E o Gilmar da Farmácia, aquele que luta pela saúde? Realmente, ao exigir que seu assessor lhe devolva o dinheiro ele está cuidando da saúde do próprio bolso, ou o MP está mentindo e falsificando provas? Afinal, como está nos registros, a mentira não era tão grande assim.

Esperto foi o Juliano da Boa Vista, que teve até medo da polícia entrar na câmara e prender “esse povo”, como ele mesmo disse. Quem tinha comando mesmo era o Valdir das Festas Juninas, que foi descoberto com a mais bela pérola da corrupção vinda das palavras de sua assessora, que ao ser questionada sobre sua qualificação, disparou sem dó: “só fazia o que ele pedia pra fazer. Pra falar a verdade, não tenho nenhuma qualificação, porque não estudei e como ele disse que era pra serviço de rua, eu aceitei”. Essa assessora só aparecia na câmara para assinar a folha de ponto.

Minha gente, não sei o que é pior, mexer no doce ou mexer na merda, porque parece que estamos tão contaminados com essa diarreia moral e ética da política na cidade, que a esperança parece querer sair pela janela. Mas, antes que ela saia, vou lhe fazer um último pedido: “- Oh senhora Esperança! Nos mande muito óleo de peroba para esfregar na cara de todos estes seis vereadores tão puros e que gostam tanto do povo de Nova Serrana. Porque a vontade que dá é de meter o machado e fazer lenha pra fogueira de todos eles!

LEONARDO VELOSO JUNQUEIRA é daqueles publicitários da época romântica, quando a comunicação ainda era feita com base no talento criativo. Foi sócio fundador da Insight Comunicação durante 22 anos prestando serviços de comunicação e marketing a grandes empresas, como Pastifício Santa Amália, Riclan (fabricante do Pircóptero e drops Freegell’s), Cera Inglesa, Calçados Jacob (Kildere), Café Brasil, Balas Santa Rita entre outras grandes empresas que fizeram histórias de sucesso. Trabalhou em grandes agências de publicidade em Minas e na área política, como publicitário, assessorou as prefeituras de Uberlândia, Varginha e Divinópolis além de desenvolver e coordenar inúmeras campanhas políticas, das quais destacamos a eleição de Zaire Rezende (Uberlândia), Maurinho Teixeira (Varginha), Paulo Tadeu (Poços de Caldas), Galileu Teixeira (Divinópolis), Paulo César (Nova Serrana), Toninho André (São Gonçalo do Pará) além de vários deputados estaduais e federais. Léo Junqueira é consultor de marketing, compositor, violeiro, escritor e colunista do Jornal O Popular

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