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Editorial

Se não fosse a mídia “sensacionalista” a coisa estaria pior!

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A mídia tem sido metralhada ultimamente. Nós jornalistas, profissionais da comunicação somos os responsáveis no entendimento de muitos, pela disseminação do medo, como se fôssemos verdadeiros cavalheiros do apocalipse.

Dizem por ai que somos sensacionalistas, que a imprensa tem sido o grande vilão da pandemia de coronavírus, e que prestamos um desserviço a população ao expor fatos verdadeiros, relacionados às mortes e contaminações do covid-19.

Claro, em tempos de pandemia é muito mais importante dar atenção para as lives, para as fofocas dos políticos, para as bizarrices do Big Brother, ou para a separação das celebridades, do que efetivamente contar ao mundo que tem gente morrendo por um vírus mortal que se dissemina com um alto poder de contaminação.

Há quem acredite que essa postura de criticar a mídia parte do grupo político, que se propagou como uma doença, mas vem sendo curado, chamado de bolsonarismo. Essa semana, por exemplo, nos deparamos com uma campanha que incentivava, as empresas a pararem de investir em publicidade e propaganda no intuito de prejudicar os veículos de comunicação, afinal a economia não está bem porque a imprensa, o vilão da história, está disseminando o medo.

Se olharmos para o lado oposto da moeda vai perceber, no entanto que, se não houvesse o trabalho “sensacionalista” da mídia, em expor dados e os riscos do covid-19, poderíamos vivenciar uma situação infinitamente pior em nosso país.

Veja por exemplo a situação exposta neste Popular quanto a dengue. Desde que nos lembramos como gente a dengue vem causando transtornos significativos quanto a saúde pública, é um problema quase que crônico do sistema de saúde, que entra ano, sai ano não tem solução.

A exemplo do coronavírus a forma de se evitar a dengue está relacionada a precauções que tem que ser tomadas pelos populares, ou seja, se o cidadão não se cuidar não tem nada que as autoridades públicas podem fazer a não ser remediar e gastar recursos importantes no tratamento, que nem sempre termina com a vítima tendo a saúde reestabelecida.

O que de fato acontece é que por mais que se fale da importância de se prevenir, de cuidar das residências e eliminar os focos de proliferação da dengue, a população não colabora. Entra ano, sai ano, e os relatórios mostram que a maioria absoluta dos focos do mosquito transmissor da dengue estão dentro das casas, no alcance de qualquer popular.

Então chegamos a questionar, será que não seria ideal que a mídia fosse tão sensacionalista com a dengue como é com o coronavirus? Na verdade, não fazemos o trabalho de nenhum dos casos de forma diferente.

Diante dos dados negativos damos exposição semelhante, mas o que acontece é que a população já perdeu a sensibilidade quanto a importância de prevenir a dengue, assim como já vem acontecendo, gradativamente os populares estão deixando de ver o covid-19 como um risco.

Não que devamos ficar escravos do medo, mas não devemos cometer o mesmo erro, não podemos nos acostumar a viver com a doença assim como aconteceu com a dengue.

Temos que ter na mente que a conscientização não é deixar de respeitar e achar que somos imunes a doença. A conscientização se baseia em respeitar os riscos e nos precaver para que eles sejam minimizados a ponto de não nos atingir.

Para finalizar chamamos a atenção de todos para o fato de que, em 2019, vivemos um colapso causado pela dengue no sistema de saúde pública, em 2020 foi a vez do coronavírus, em 2021 qual será o problema?

Pela falta de zelo, o sarampo deixou de ser erradicado, pela falta de zelo a dengue segue fazendo vítimas, gerando em 2020 mais de 500 notificações em plena pandemia, agora o que não podemos é nos acomodar, pensar que quando a pandemia passar estará tudo bem, porque se não mudarmos nossos hábitos e nossa forma de pensar, não haverá investimento em saúde pública capaz de dar saúde para a população, que prefere atacar a imprensa do que ter higiene e cuidar do seu próprio quintal.

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