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Editorial

Quem não deve não teme!

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No ano de 2017 nós deste Popular desenvolvemos uma série de reportagens abordando questões relacionadas à práticas antigas do executivo municipal. Na ocasião abrimos a caixa de pandora e expusemos questões relacionadas à lei delegada, ao apostilamento e a necessidade de se fazer uma reforma administrativa no ambiente do governo de nossa cidade.

A expectativa era que o atual prefeito o fizesse, o que ainda não aconteceu. Ainda em 2017 fomos taxados como opositores quando divulgamos algumas capas abordando falhas no portal da transparência e questionando justamente a clareza quanto as informações oferecidas ali.

Recentemente, no entanto questionamos a prefeitura sobre alguns contratos firmados pelo executivo. Contratos referente à capina, referentes à coleta de lixo, referentes à locação de veículos para transporte…

Em um tempo aonde a terceirização vem virando moda, de forma bem amena contratos foram firmados na cidade e na última reunião da Câmara veio à tona problemas relacionados especificamente a um destes contratos.

Nós deste Popular estamos averiguando, buscando informações com ambas as partes, investigando fatos e colendo dados cumprindo o bom jornalismo, onde se coloca oficialmente verdades dos dois lados da moeda.

Contudo desde já queremos criticar um fator. Com essa empresa denunciada em questão estamos falando de dois contratos firmados que juntos somam mais de R$ 4,5 milhões em alugueis de veículos com e sem motoristas.

É claro que vão afirmar novamente que esse valor é o licitado, mas não tem que ser o valor pago, ora, sendo assim temos duas questões a serem vistas. Se não existe pretensão de gastar porque licitar, e ainda, se existe a possibilidade de se gastar tais valores e não são investidos, o planejamento está andando de vento em poupa.

Isso acontece não somente com os veículos, afinal não esqueceremos jamais a licitação dos picolés que foi feita com altos valores e perspectiva de baixos gastos.

Para tornar a situação dos veículos ainda mais indigesta, o filho do secretário, cai de paraquedas em uma empresa que surgiu na cidade de Coronel Fabriciano, e para piorar foi licitada por adesão de um processo licitatório na cidade de Santo Antônio do Amparo, que tem um prefeito da mesma legenda de Euzebio.

É claro que a cidade sendo vizinha de Nova Serrana, afinal está do lado de Bom Sucesso, tem laços estreitos com Nova Serrana a ponto de aderirmos a processos licitatórios que são notícia em todo o Estado.

Interessante também é pensarmos, como a empresa promoveu o processo seletivo e escolheu o profissional mais capacitado para o cargo no município. Afinal Coronel Fabriciano e Nova Serrana são próximas e esperamos que a lisura na contratação tenha tido a precaução de ter tornado público o cargo de gestor de contratos no Sine de Nova Serrana.

Somos precavidos e como afirmamos vamos fazer e publicar em nossa próxima edição uma matéria completa com todos os lados da história.

Ao contrario de alguns veículos que infelizmente seguem boatos de rede social e transformam uma incidente de afogamento em tentativa de suicídio, nós não seguimos simplesmente a rádio peão dos grupos de whatsApp ou Facebook, até porque se assim o fizéssemos, colocaríamos o secretário como o dono da empresa, o que pelo registro social da mesma não é confirmado.

Nos grupos muitos questionam o porquê que um profissional que é concursado na Câmara com salário relevante, deixa a tranquilidade de seis horas diárias de trabalho para ser secretário do município.

Muitos estão afirmando que essa licitação explica essa ligação. Contudo queremos deixar claro que esse tipo de raciocínio não será encontrado na edição que estamos preparando atenciosamente para a próxima sexta.

Não encontrarão porque nosso papel é de apenas expor fatos, incriminar e promover denuncias é responsabilidade do Ministério Público a quem acreditamos que exerce seu papel com presteza.

Finalizando na edição desta sexta-feira, você caro leitor, encontrará mais esta polêmica a ser esclarecida pela prefeitura, e pelas partes envolvidas é claro, pois quem não deve não teme, e se não teme fala a verdade expõe as coisas de forma clara como elas realmente são.

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