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Editorial

Mal cheiro batendo em sua porta!

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Essa semana realmente foi pesada para o executivo municipal, táxis, aplicativo, secretário exonerado, secretário e filho ligado à empresa licitada denunciados e por fim, mas não por último, afinal o problema começou na segunda-feira, o caminhão de lixo quebrou.

Fazendo uma analogia tão tóxica quanto o odor que sai da caçamba do caminhão quebrado, na prefeitura as coisas andam tão ativas quanto o veículo abandonado no Santo Antônio, e sendo ainda mais irônicos, sem reforçar é claro que isso não é motivo para rir, o lixo que estava concentrado aparentemente vem sendo revirado na prefeitura.

Um servidor, ou melhor, ex-servidor que foi dispensado pela prefeitura e posteriormente pela empresa que caminha com licitação de mais de R$ 4,5 milhões, denunciou irregularidades e expôs uma linha frágil e tênue de se aceitar, afinal o secretário de governo tem um filho contratado pela empresa que foi contratada pela prefeitura.

A empresa em questão já deixa uma série de dúvidas, por não poder prestar mais de 17 tipos de serviço que variam de transporte de gente, de lixo, de terraplanagem, de monitoramento  de câmeras de segurança e quanto a esse último, se não estamos enganados os vigias foram demitidos para que uma empresa de monitoramento fosse contratada.

O fedor da situação, desculpe, a dúvida da situação da licitação se amplia quando a prefeitura adere um processo de uma cidade que não tem vínculo ou relação alguma com Nova Serrana além é claro da filiação partidária dos representantes dos executivos.

Pode até ser que não haja legalmente algum empecilho, pelo fato de que o filho do secretário que tem curso técnico de mecânica ser admitido para um cargo administrativo, de gestor de contrato, apesar da prefeitura negar que seja um cargo de gerência, e para piorar o mesmo foi contratado somente após o processo seletivo da prefeitura.

Um passarinho que caminhava livremente e com amplo acesso aos quatro cantos da prefeitura nos confidenciou que o processo licitatório passou pelas mãos do secretário, que teve seu filho contratado por mérito claro pela empresa.

Outro passarinho soprou nos ouvidos de nosso colunista que a empresa não fará mais parte da cartela de prestadores de nosso executivo, o que não sabemos é se isso acontecerá porque a prefeitura deve quase R$ 50 mil para a cooperativa, ou se é porque após alguns meses de contrato bem construído, o lixo começou a ser revirado.

Bom pode ser legal, mas o aplicativo também era, mas segundo o discurso dos vereadores foi entendido como uma ação antiética, o prefeito se sentiu traído como afirmado aos taxistas e como desenrolar o secretário foi exonerado.

Claro os discursos não são coniventes, não se sabe quem mente nessa equação, mas fica a pergunta, nesse lixo, ou melhor, nessa licitação, novamente não tivemos uma conduta antiética, quando se tem pelo principio do nepotismo favores sendo aplicados pelo parentesco político.

Sim sabemos que não existe nepotismo em instituição privada, mas para uma prestadora de serviço do executivo, o favorecimento representa uma quebra de meritocracia que deveria ser repudiada pelo prefeito do Novo Tempo.

Nesse episódio dificilmente algo será feito, afinal o secretário de governo é o braço direito do executivo e dificilmente o filho do secretário estaria contratado pela empresa sem que o prefeito tivesse conhecimento do fato.

Já quanto ao lixo, a prefeitura afirma que não tinha conhecimento do caminhão quebrado, e sendo ainda mais irônicos, muita coisa acontece sem o conhecimento do executivo, afinal o mal cheiro não está em sua porta.

Finalizando, preferimos e acreditamos que o prefeito em algumas situações ainda não tomou atitudes mais drásticas realmente pelo mal cheiro não estar em sua porta, ou melhor sobre seu conhecimento. É muito melhor pensar assim do que acreditar que o mesmo já se acostumou com o fedor que pode estar sendo emanado de algumas portas ao lado de seu gabinete.

P U B L I C I D A D E

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