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Editorial

Fazendo uma boquinha e dando pouco resultado

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Um novo tempo se instaurava em Nova Serrana e 16 secretarias eram preenchidas com nomes de confiança do prefeito. Pastas eram montadas com concursados, com técnicos, com pessoas que compartilhavam do sonho de fazer de Nova Serrana uma cidade melhor.

O tempo foi passando e com ele nossa cobrança sobre um planejamento, sobre um projeto, sobre um plano que era necessário para que a cidade não fosse governada por crises e sim por uma diretriz que a levasse a algum lugar.

Não precisa ser nenhum gênio para entender que, se você viaja sem rumo, você não tem um destino certo determinado, ou seja, não sabe qual estrada pegar, não sabe onde parar, e nunca se contentará, pois qualquer lugar se torna lugar nenhum.

O que se percebe é que esse projeto nunca foi apresentado, nunca esse planejamento foi exposto e se ele existe, pelo visto não foi tão bem arquitetado.

Pedimos por muito tempo uma reforma administrativa que era vista como necessária, principalmente evitando uma crise que era eminente, pois o país já há alguns anos caminhava nesse trilho, e o mesmo foi procrastinado.

A crise chegou com ela os 16 secretários se tornaram oito. E destes oito que sobraram sinceramente, alguns deveriam ter batido suas asas em tempos póstumos.

Cultura, Esportes, Meio Ambiente, Defesa Social, e agora Indústria e Comércio, essas são as pastas que tinham uma função que interferem diretamente na qualidade de vida da população e agora são geridas sabe-se lá por quem.

Na verdade sabemos por alto, mas como nos corredores da prefeitura verdades duram minutos e boatos são plantados para serem reproduzidos até virarem verdades. Assim se sabe que alguém responde por segurança pública, mas quem? Cultura? Esporte? E agora Indústria e comércio?

Sabe-se, no entanto que algumas pastas em sua maioria administrativas seguem lotadas por pessoas que não vão soltar o osso, e se o objetivo é ajudar o município, o secretário que é concursado na Câmara já deveria ter tomado seu rumo.

Das pastas que pessoalmente aplaudimos o trabalho sobrou Saúde, Obras e Educação. Desenvolvimento Social segue fazendo seu trabalho de forma singela e bem feita, mas pela forma como as coisas andam, não é difícil de pensar que o último a sair vai apagar a Luz.

Euzebio é um homem sensato e que é mais inteligente do que muitos imaginam. Ele sabe que essa critica aqui pontuada é relacionada ao fato de que a prefeitura precisa de parar de andar em um rumo sem um mapa, sem um alvo.

Quando falam em choque de gestão ainda não foi apresentado um valor que deve ser economizado. Como fazer um choque de gestão sem uma projeção, perspectiva, ou meta? Qualquer dona de casa sabe que para pagar as contas tem que se fazer uma equação básica, que é: quanto devemos, quanto ganhamos, o que nos falta, quanto gastamos e o que podemos cortar.

Os cortes, no entanto parece que vieram desordenadamente e a prova disso é que até agora não se sabe, ou melhor, não foi comunicado quem manda em que na casa do executivo.

O último secretário saiu para projetos pessoais, após muitas polêmicas e acertos. Os abacaxis foram um excesso, os ambulantes foi uma necessidade, as feiras uma melhoria, o aplicativo uma tendência e a saída, uma decisão acertada diante de um desgaste que não da o retorno que se espera.

Desejamos que a prefeitura saia da crise e que as coisas se organizem, mas pelo andamento, o anúncio de que o projeto de reforma administrativa sairia em agosto já foi vencido por mais um mês, e enquanto não se tem um levantamento do quanto se precisa efetivamente economizar, seguimos perdendo serviços importantes para a qualidade de vida da população, cortando cabeças pensantes e mantendo no corpo algumas que fazem boquinhas e dão pouco resultado.

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