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Editorial

Quando a ponte se torna uma garagem o abandono é evidente!

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A cidade de Nova Serrana vive um momento delicado onde tatu parece que faz buraco no asfalto, e as pontes que deveriam ligar as pessoas, os bairros e as cidades acabam se tornando garagens.

Isso mesmo caro leitor, parte da ponte do são Geraldo, mais especificamente as placas de sinalização da obra que foi largada de lado, se tornou garagem para proteger veículos de moradores na vizinhança do buraco que deveria ser uma ponte.

Se não bastasse as placas que foram arrancadas, o mato também fez sua parte e mediante a paralisação da construção tomou novamente o seu lugar.

As ferragens da fundação que ali está, enferrujou, oxidou, se desgastou por estar ao relento sem que absolutamente nada fosse feito para que a ponte fosse finalizada e entregue a população.

A questão foi abordada por vereadores e em meio ao complexo de perseguição, se teve mais uma vez evidente a justificativa, não temos dinheiro, estão agindo por malícia, de forma politiqueira.

Mas será que realmente o que se vivencia na cidade são denúncias e acusações de descaso de forma politiqueira? Vejamos então.

Por favor, caro leitor, reflita conosco, em qual bairro da cidade a pavimentação não tem buracos? Em qual bairro da cidade os lotes vagos não são um risco para a população? Em qual bairro da cidade a sujeira e a coleta de lixo não é deficiente? Em qual bairro da cidade as condições sociais de habitação e lazer são adequadas?

Em nossa reflexão seguimos, em qual canto da cidade não vivenciamos problemas relacionadas a uma iluminação deficiente ou uma oferta de serviços como lazer, segurança e saneamento básico é feito de forma não plena, mas satisfatória?

Na cidade do pau na moleira da Copasa, mais uma vez vivenciamos a falta de água, e a explicação, uma obra na rede, mas onde? Porque essa informação foi levada para a população de última hora?

A falta de dinheiro na cidade é o motivo que é levado para a população. Mas a falta de planejamento, nunca é vista como uma das razões que faz com que a ponte seja atrasada, as ruas sigam esburacadas e a cidade permaneça parecendo que está abandonada com uma população de 100 mil habitantes.

O mea culpa tem que ser feito, afinal, sempre ouvimos falar que para que um vício ou uma doença seja tratada, o paciente tem que reconhecer a deficiência para que o remédio seja aplicado e a cura seja possível.

Aqui temos que ressaltar que o secretário de obras é alguém esforçado, batalhador e que tem feito das tripas o coração para fazer um trabalho o mais resolutivo possível. O esforço dele é percebido, porém a falta de gestão de outras pastes da administração acabam como uma infecção prejudicando os outros órgãos do corpo.

Somos leigos, claro que não temos conhecimento de causa e entendimento na proporção pública que necessitamos, mas o que nós pensamos é que em tempos de crise não se faz um projeto determinando onde se obtém recursos para realizar uma obra e depois espera a boa vontade do estado para enviar a estrutura para concluir a mesma.

É como financiarmos a construção de uma casa e esperarmos que o banco nos dê de graça o alicerce da construção. Mas ainda entendemos que se a prática for comum e presente nesse tipo de licitação, precisamos de lembrar que não é de hoje que o Estado está quebrado, e aguardar que as coisas sejam diferente em meio a crise econômica é inocência para não dizermos incompetência.

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