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Editorial

Quando a morte do agressor é lamentada!

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Nova Serrana a cidade que já foi conhecida pelos elevados índices de criminalidade vivenciou na última segunda-feira, dia 30 de julho mais um fatídico episódio que expôs a fragilidade social e no que tange a segurança pública encontrada na cidade.

Desta vez o fato, no entanto, não está relacionado à vítima, mas a criminosa, a pessoa que cometeu o crime, ou melhor, uma das envolvidas em um assalto ocorrido na noite de segunda, que em uma rápida ação militar no intuito de reaver o veículo, trocou tiros com os suspeitos e uma menor, uma adolescente de apenas 14 anos, que fugia dos policiais foi baleada e veio a óbito.

Não caros leitores, não estamos aqui colocando a população contra os policiais. Entendemos que o trabalho deles foi feito de forma adequada. Diante da eminente ameaça, os policiais devem sim abrir fogo, preservar as suas vidas e atentar com intensidade contra a agressividade dos criminosos.

Antes que nos critiquem, não estamos também aqui chamando a adolescente de coitada, ou vitimando a agressora, que cometeu instantes antes, um assalto a mão armada. Afinal, se a vítima (a mulher que teve a motocicleta roubada) houvesse reagido, provavelmente ela teria sido a pessoa morta nesse crime.

Mas no que toca ao fato em si, vale lembrar que se trata de uma adolescente de 14 anos. Claro que os tempos são outros, mas em nossos debates e discussões em nossa redação, com nossos colaboradores, amigos e parceiros que entendemos ter uma visão critica sobre o fato, chegamos a seguinte questão. O que leva um adolescente a enveredar pelo mundo do crime?

Quando percebemos que uma adolescente bonita, com um futuro que poderia ser escrito de diversas formas diferentes a caminharem e serem influenciadas pela criminalidade e pelas mazelas sociais pelas quais é exposta.

Claro se opta por cometer crime, deve ser penalizada como manda a lei. Mas basta olhar para os boletins policiais. Basta olhar para os registros de infrações e crimes cometidos em Nova Serrana. Abrindo os olhos para isso vamos perceber que políticas públicas são carentes em nossa cidade, e na sociedade como um todo.

Afirmar que a pessoa nasce com índole para o crime, é tapar o sol com a peneira, e se nada mudar, vamos continuar noticiando fatos que são lamentáveis, por vermos jovens que poderiam ser produtivos, poderiam ser cidadãos que cooperariam com o desenvolvimento de nossa cidade, virando estatísticas.

Essa jovem foi morta cometendo um crime, mas onde estava a sociedade quando foi percebido que o mundo do crime se tornava uma possibilidade. Onde estava a família que não notou que as influencias levavam a jovem a ingressar por um caminho que não tem volta.

Onde estavam os agentes sociais, os amigos, professores, pastores, padres quaisquer que sejam, que não exerceram uma posição mais atrativa e significativa para essa garota.

Vale lembrar que ela não obtinha passagem criminal, talvez estivesse cometendo um de seus primeiros crimes, mas o fato é que a agressora se tornou a vítima, e sim, vitima de uma sociedade que comemorou sua morte no lugar da mulher assaltada, e assim sendo não cooperamos em nada.

Foi pontuado que a qualidade de vida de Nova serrana não é das melhores do estado. Já foi pontuado que os índices criminais estão em redução, agora precisamos ser mais incisivos no que se refere a pratica criminal, a evolução e melhoria no ambiente no qual os adolescentes estão sendo expostos.

Mais uma vez reforçamos, que a polícia cumpriu seu papel com excelência. A garota não era a vitima e sim a agressora, mas isso não pode nos fazer fechar os olhos para algo que está errado e precisa ser mudado.

Proerd, Bombeiro Mirim e Escola do Legislativo são ótimos projetos, mas outras políticas precisam ser desenvolvidas.

Sendo justos não temos a resposta para esse problema, mas nos colocamos a disposição para junto com as autoridades buscarmos uma solução, nos colocamos a disposição para contribuir com a mudança desse cenário, e a partir dai, poderemos noticiar e expor em nossas capas, nomes e fotos de adolescentes que obtiveram grandes conquistas, e não más notícias sobre jovens presos e mortos por se envolverem no meio criminal.

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