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Prefeituras usam manilha e ônibus para fechar entradas das cidades e governador afirma que há excessos

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Coronavírus: prefeituras usam manilhas, tambores e ônibus para bloquear acessos

Para evitar a proliferação do novo coronavírus, algumas prefeituras do Sul de Minas interditaram os seus acessos, diminuindo, assim, o fluxo de pessoas em seu interior, principalmente de turistas.

Em Careaçu, por exemplo, ônibus escolares foram utilizados para bloquear algumas ruas, impedindo a entrada de veículos. Não há casos suspeitos ou confirmados da doença no município, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Já em Elói Mendes foram usadas manilhas de concreto e tambores com terra para as interdições, que ocorreram na rua Braz Biagini, no acesso ao trevo de Paraguaçu, na ponte Salina, na entrada do bairro Vila Freitas e no acesso ao lado da empresa Crabi/Pesqueiro.

Segundo a prefeitura, essas são medidas de restrição de circulação, que contam com o apoio da Polícia Militar. A cidade tem apenas um caso suspeito e nenhum confirmado, de acordo com a SES.

 ‘Houve excesso’ diz Romeu Zema

O governador Romeu Zema deu um “puxão de orelha” nos prefeitos mineiros, que vêm adotando medidas restritivas de entrada e saída de veículos nas divisas das cidades. Muitas prefeituras do interior adotaram a medida para tentar conter a disseminação do coronavírus.

Zema, no entanto, tem achado as medidas “exageradas”. “Ontem, no sábado, cheguei a conversar com alguns prefeitos, por telefone, porque, em algumas cidades, do meu ponto de vista, houve um excesso. Centros de distribuição, onde empresas recebem mercadorias para uma série de lojas, não podem parar, o e-commerce não pode parar. Nesses casos, não há o atendimento ao público. Há a recepção e expedição de mercadoria. Adotando medidas de segurança, elas devem continuar funcionando. Caso contrário, a população vai ficar sem bens nos supermercado e drogarias”, destacou o governador em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

Para ele, é preciso ter flexibilidade a restrição para entrada e saída de veículos. “Temos que restringir, sim, o aglomerado de pessoas, mas não podemos impedir uma senhora idosa que foi visitar ou foi num enterro na cidade vizinha e está voltando para casa, retorne em segurança. É um direito dela. Tenho solicitado aos prefeitos que revejam essa questão de impedir o acesso, porque muitas vezes pode estar impedindo que algo fundamental, importantíssimo, deixe de chegar à população e as precisos precisam se deslocar”, ponderou Romeu Zema.

Fonte: O Tempo

Foto: Redes Sociais

 

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