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Editorial

Precisamos formar cidadãos e não bandidos

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Nova Serrana obteve números sistematicamente relevantes este ano, e isso não quer dizer necessariamente que as condições da cidade são positivas, isso porque estamos falando do número de homicídios acontecidos na cidade.

Segundo dados apurados, até a última semana com o lamentável feminicídio da adolescente karoline; 18 crimes foram registrados e com os 4 contabilizados neste fim de semana já são 22 homicídios na cidade em 2018.

Claro que aqui não contabilizamos as tentativas de homicídio, o que tornaria essas perspectivas relacionadas à criminalidade ainda mais alarmantes, mas sinceramente quanto a isso não é necessário, pois esses números por si geram em todos a sensação de que algo esta caminhando de forma errada.

Até o último domingo foram 252 dias corridos no ano de 2018, são 36 semanas onde aproximadamente a cada uma semana e meia uma pessoa foi vítima de homicídios em Nova Serrana.

Seguindo nessa linha de raciocínio chegamos a números que apontam em média uma morte por homicídio em nossa cidade a cada 11 dias.

Acredite caro leitor, esse editorial não está aqui para criar medo ou posicionar nossa cidade como um município violento, tão pouco para crucificar ou desvalorizar o trabalho feito pelos policiais e órgãos de segurança pública.

Mas de fato temos que perceber que medidas são necessárias, intervenções devem ser planejadas e inqueridas junto as autoridades estaduais e federais, algo precisa ser efetivamente feito.

Ao se deparar com esses resultados muitos afirmam que, em sua maioria as vitimas de homicídio são pessoas que tem relação diretamente com o mundo do crime. O que não necessariamente torna o quadro menos impactante.

Neste domingo uma jovem de 18 anos que se relacionava com um rapaz conhecido no meio criminal foi morta enquanto estava com seu companheiro. Ela foi baleada durante o atentado a seu namorado e segundo os registros policiais a vítima não tinha passagem criminal.

O problema da violência gratuita, da criminalidade é que, a morte dos bandidos não está diretamente relacionada ao fim do crime, afinal, não se acaba com o mal, gerando mal.

Ao se matar um criminoso, um novo crime, uma nova lacuna, um novo fato é gerado, e dai uma onda de consequências são fatidicamente geradas e mediante a isso nada, tem sido efetivamente feito.

O policiamento com suas fragilidades e investimento limitado tem tirado leite de pedra, mas sinceramente, o que tem feito não é nada além de enxugar gelo em tempo de verão, ou seja, por mais impactante e intensa que seja a resposta policial ela não será permanente, isso é um fato a ser assumido.

Assim é necessária uma intervenção social. O que isso quer dizer, é que mais do que gerar em empregos, a qualidade de vida que é sonhada para Nova Serrana tem que ser pensada desde a infância, desde uma base social que necessita ser repensada.

Programas assistencialistas auxiliam, mas não resolvem o problema de miséria, da educação da saúde, ou da consciência social. Assim entendemos que mais do que se combater o crime, é necessário se estimular o desenvolvimento da população de bem.

Martin Luther King dizia que “A escuridão não pode expulsar a escuridão, apenas a luz pode fazer isso. O ódio não pode expulsar o ódio, só o amor pode fazer isso”. Com essa afirmativa encerramos nosso editorial convidando você caro leitor e as autoridades para refletirem e ampliarem um pouco sua visão sobre o problema.

Efetivamente cadeia ou até o medo de perder a vida não mudará os dados e índices de nossa cidade, dessa forma, é necessário que invistamos mais na formação do cidadão, afinal, quando se ensina e forma alguém com valores, a possibilidade do crime e da maldade o levarem para o caminho errado é relevantemente menor.

Enquanto nos preocuparmos em formarmos apenas policiais, e não investirmos de verdade em formação de cidadãos seremos reféns de estatísticas que mais cedo ou mais tarde vão bater a sua porta, tornando você em uma vitima ou até mesmo, um autor, forjado por uma sociedade que ignora ou não toma atitudes empíricas quanto a essa realidade.

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