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Editorial

Pelo direito de ir e vir

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O direito de ir e vir é garantido pela constituição federal, todo cidadão tem direito a poder transitar em seu país, tem direito a ir a padaria, fazer suas compras, ir até os centros de lazer, ir até seu centro religioso ou somente estar em um botequim desfrutando de instantes de amizades com seus parceiros.

Em Nova Serrana isso claramente é respeitado, contudo, alguns moradores têm convivido a anos com a limitação desse direito pelo risco que o ir e vir tem sobre suas vidas.

Em especial caro leitor, estamos falando dos moradores das comunidades às margens da rodovia BR 262. Temos também o direito de ir e vir prejudicado pela criminalidade e outros problemas sociais, mas isso será tema de outro editorial.

Como pontuado na reunião ordinária da Câmara Municipal da última terça-feira, moradores de comunidades como Gamas e Moreiras aguardam por essa intervenção há mais de 28 anos. Já os populares de Veredas da Serra, enfrentam diariamente a travessia da rodovia para irem ao trabalho em busca do pão de cada dia.

Temos que dar os créditos a duas questões que já tem sido nesta gestão vistas de forma diferenciada. A primeira referente ao fato do prefeito cumprir suas promessas.

Essas intervenções tem sido palanque eleitoral já há varias eleições e não somente a prefeito e vereador, mas também de deputados. E por falar em deputados, tem uns ai, lá de Brasília, que carregam nomes de políticos famosos que promoveram falaram e ensaiaram apoio para a busca de recursos para a realização destas obras.

Prometeram para Euzébio, para Nova Serrana e quase dois anos depois nem um centavo caiu nas mãos do executivo e isso nos traz aqui de volta para aquele discurso ensaiado na última semana, votar em quem não tem raiz com nossa cidade é abrir precedente para mais promessas sem compromissos.

Por sua vez o chefe do executivo não se omitiu e buscou mecanismos próprios para realizar a intervenção que o mesmo prometeu em sua campanha como um compromisso com a cidade.

Assim o prefeito optou por vender uma área pública para obter recursos e com suas próprias forças resolver o seu problema.

Aqui chamamos a atenção para o segundo ponto. Nas gestões passadas a alienação de área pública era tema de acusações, polêmicas e manifestações de insatisfação, já nessa gestão parece que a desconfiança foi superada.

Essa é a segunda vez que um terreno público é alienado para que haja prestação de um serviço a população. A primeira das intervenções nesse sentido proporcionou o convênio que hoje viabilizou a vinda do Hospital Santa Mônica para Nova Serrana e possibilitou ainda prestação de serviços de alta complexidade pelo hospital para o município.

Agora com a venda dessa área, por R$ 2,4 milhões iniciais, fará com que a população possa transitar e exercer seu direito de ir e vir com maior segurança.

Vale ressaltar ainda, que como pontuado pelo vereador Willian Barcelos, ao realizar essa obra o município de Nova Serrana estará cumprindo com seu compromisso, mas além disso, fará mais uma vez as vezes do governo federal e estadual.

Essa colocação é pertinente porque a obra trará segurança não somente para os moradores das comunidades, mas também para os milhares de condutores de todo o país, que diariamente transitam pelo trecho e terão os riscos de um acidente envolvendo populares reduzidos.

Finalizando, parece que realmente a cidade está entrando em um Novo Tempo, e não por ter uma gestão inovadora, mas por ter uma gestão que não se atém as promessas da velha política.

Se for necessário vender mais áreas que seja, mas que os recursos sejam destinados de forma clara, com lisura e objetivo de tornarem a cidade mais salutar, que tenham o objetivo de trazer desenvolvimento para um município conhecido por crescer desenfreadamente.

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