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Política

Pré-candidato ao Governo de Minas, Jaiminho Martins afirma: “Precisamos salvar Minas Gerais”

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Nova Serrana a cidade que mais gera empregos em Minas e que vem se consolidando como um dos maiores e principais polos industriais calçadistas do Brasil está prestes a ter um representante nascido no município disputando o pleito eleitoral para o Governo de Minas.

Diante da importância desse fato o Jornal O Popular buscou junto ao Deputado Federal Jaime Martins uma série de questionamentos que apontam seus objetivos e de forma exclusiva trazemos abaixo uma entrevista que aponta as diretrizes políticas e objetivos do deputado que já é uma das figuras política mais importante da história do Centro-Oeste Mineiro.

Jornal O Popular (OP) – Deputado na última eleição, seu nome já havia sido cogitado para composição de uma chapa, contudo não foi adiante. Esse ano no entanto percebemos que a composição está próxima, o que esse momento tem que diferencia da última eleição?

Jaime Martins (JM) – Olha a política brasileira e a mineira passa por uma grande transformação; percebemos que as pessoas estão revoltadas com os acontecimentos, Brasília virou um palco de corrupção e graças as mídias a forma antiga de política está escancarada. As campanhas sendo custeadas com o superfaturamento de obras, os políticos enriquecendo, criando leis que favorecem seus interesses. As pessoas estão cansadas disso, percebemos que podemos ter um índice recorde de abstenção, e por entender que essa renovação é necessária que estamos buscando esse desafio.

 (OP) – Mas esse entendimento, deste desafio está relacionado a sua carreira política?

 (JM) – O que me manteve na vida política é o inconformismo e o fato de não me conformar com o que tem acontecido em Minas. O Estado está aclamando, Minas está em estado calamitoso causado pela atual e pelas antigas administrações. Hoje Minas retém o IPVA e o ICMS, isso tudo inviabiliza a vida das nossas prefeituras e municípios. Eu faço parte desse clamor geral, tenho vontade de atuar nessa transformação.

 (OP) – A que se deve esse desejo de atuar junto à mudança, uma vez que sua condição política já é consolidada?

 (JM) – Toda minha vida e carreira devo à educação pública, meus primeiros anos escolares foram cursados na escola Major Agenor em Nova Serrana e no Joaquim Nabuco em Divinópolis. Sou formado pelo Cefet, tenho curso de engenharia mecânica e metalúrgica em escola pública, tenho especialização em escola pública na Fundação João Pinheiro, todo meu aprendizado se deve a rede pública de ensino, e devido a isso e a outros fatores sociais me sinto no dever de devolver isso à população. Eu faço sim, parte de um inconformismo que não está satisfeito com os rumos que as administrações públicas e a política têm tomado, e por fazer parte dessa linha de pensamento eu entendo que posso fazer parte desse processo de mudança que a sociedade clama.

 (OP) – A troca de partido tem uma relação direta neste projeto; o que muda no PROS que pode viabilizar de diferente do seu antigo partido?

 (JM) – Eu estava filiado ao PSD, tinha uma excelente relação com os colegas parlamentares, havia um encaminhamento para que o PSD fizesse parte dessa aliança da mudança. Contudo como na política as coisas mudam muito rapidamente no meio do caminho houveram novidades quanto a eleição estadual. O PSD decidiu se alinhar ao PSDB em Minas Gerais, e sabemos do desgaste do partido, então preferi mudar para me manter leal aos meus objetivos e planos quanto a administração para o Governo de Minas.

 (OP) – O PROS viabiliza essa condição para você?

 (JM) – O PROS me acolheu. É um partido novo, limpo e com força política nas ruas e também me ofereceu esse chamamento de disputar uma eleição majoritária com sua sigla. De fato as convenções ainda estão longe de acontecer e na política em três meses tudo pode mudar. Mas fica a expectativa de participarmos desse momento de socorro ao Governo de Minas Gerais, sou favorável a que novas pessoas cheguem a Brasília, cheguem a administração e a política púbica. Espero que em Minas se crie uma “corrente do bem” para devolver para Minas sua importância no cenário político brasileiro.

 (OP) – A composição com Márcio Lacerda nesse cenário seria a opção mais plausível?

 (JM) – Uma aliança é possível, não existe ainda um acordo fechado, o que existem são boas conversas e bons entendimentos. O Márcio Lacerda fez uma boa gestão à frente de Belo Horizonte. Tenho também dele a melhor impressão do ponto de vista ético e moral. Entendo que ele é um gestor competente, cuidadoso e sério, a política nesse momento precisa desse perfil, precisamos de políticos e gestores que não roubam e que não aceitam que aconteça roubo em sua gestão. O perfil do gestor que não olha pro lado e faz de conta de que nada está acontecendo não faz mais parte do que se deve ter na administração de Minas Gerais.

 (OP) – Pensando na situação ética, você tem uma atuação incisiva quanto a isso em Brasília?

 (JM) – Minha conduta é pautada em um comportamento ético, tenho um conjunto de composições legislativas que eu chamo de pauta ética, a lei da ficha limpa quando ela colheu milhões de assinaturas ela foi pautada por um projeto de lei de minha autoria. A lei de imunidade parlamentar foi uma relatoria de minha autoria, onde os deputados e senadores passaram a ser processados por crimes comuns. Na minha pauta ética tem uma dezena de projetos que acaba com o foro privilegiado. Tenho também um projeto que criminaliza os recebimentos por parte de funcionalismos público além do teto. Está na hora de acabar com os benefícios e penduricalhos que o cidadão comum não tem. O serviço público não pode ser tratado como os marajás.

 (OP) – Deputado, mas as mudanças devem também se estender a questão da justiça não?

 (JM) – Tenho outra matéria muito importante que é sobre mudança dos critérios quanto ao Supremo e suas indicações. Entendemos que a população está assustada com a integridade moral dos nossos juízes do Supremo. As indicações hoje acontecem a bel prazer do presidente da República. Dessa forma são colocadas assim pessoas que cumprem com os interesses dos políticos a exemplo o ex-presidente Fernando Henrique que indicou o ministro Gilmar Mendes e o PT com seu advogado que defender as causas do partido por muitos anos, por ele ser um juiz jovem. Precisamos de juízes no Supremo que defendam o interesse do povo, e para que isso aconteça é necessário que haja critérios, que vão além do entendimento do presidente. Um destes critérios previstos no projeto é a imposição de uma quarentena, ou seja após prestar algum serviço ligado a político ou política pública, um advogado teria que aguardar um prazo de dez anos para ser indicado, isso não é nada além de uma proteção da democracia e da sociedade, precisamos ter juízes que não precisam ser julgados.

 (OP) – Voltando os olhares para Minas, qual seu entendimento quanto a situação financeira dos municípios e do estado?

 (JM) – Eu vejo uma dificuldade geral dos prefeitos. Quando falamos de Nova Serrana e Divinópolis que são cidades geridas por prefeitos do MDB entendemos que vivenciam as mesmas dificuldades financeiras, ocasionadas em boa parte por problemas de repasses do Governo retidos pelo Estado. Em Divinópolis temos um prefeito mais experiente, ele foi eleito com uma margem grande de votos, e por sua história eu procuro respeitar sua gestão e dar minha parcela de apoio. Já em Nova Serrana que é minha cidade natal, tenho atuado bastante em Brasília focado no próprio setor calçadista que é o motor da cidade. Tenho buscado auxiliar para que a indústria de calçado de Nova Serrana possa enfrentar a ameaça da indústria chinesa, auxiliando quanto as questões tributárias. Outro ponto de atuação intensa minha no município é quanto à saúde. Tenho buscado recursos para a saúde que é o setor que entendo como mais carente de Nova Serrana.

 (OP) Com a possibilidade de sua candidatura compondo uma chapa ao governo de Minas os municípios de sua base tem o receio de ficarem órfãos de um representante federal, seu filho seria a resposta para esse quadro, ele será candidato?

 (JM) – O legado da política não passa de uma pessoa para outra como questão hereditária, não é uma herança o trabalho político. Mas existe sim um conceito que é transferido pela história de nossa família. Meu avô Benjamim Martins do Espirito Santo, foi um homem importante na política de Nova Serrana, ele foi um prefeito atuante no início da história do município logo quando se instalaram na cidade as primeiras fabricas de calçado que eram de botinas de solado de pneu. Meu pai foi vereador em Nova Serrana, vice-prefeito em Divinópolis e Deputado Estadual por quatro mandatos, minha mãe foi uma importante figura política e chegou a ser prefeita de Divinópolis. Eu entrei na vida pública por chamamento. Meu filho Bruce Martins pode manifestar interesse em desenvolver na vida pública, contudo sabemos que a decisão sempre é do eleitor. O Eleitor precisa aceitar, precisa estar convencido. Acho que sua maneira de agir traz todas as condições dele absorver essa credibilidade. Ele entende também que esse enfrentamento não é muito fácil, cabe a ele optar por isso, ele tem que convencer as pessoas de que não será apenas mais um político como os demais que estão em Brasília, ele tem que convencer as pessoas que quer ser diferente dos que hoje estão em Brasília, e que fará política de uma forma diferente, eficiente e séria.

 (OP) – Para finalizar considerações finais sobre a sua possível candidatura para o governo de Minas neste ano.

 (JM) – Estamos na verdade passando por essa fase de filiações partidárias, com os demais partidos e seguimos na busca de um entendimento que seja bom para Minas Gerais. Essa conversa com o Márcio Lacerda deve ser estendida e aprofundada, mas penso que as alianças devem ser fundadas baseadas em ideias que precisam ser transformadoras e que possam mudar a história de Minas, que possamos promover a salvação do Estado e do nosso país. Espero que possa conseguir nesse diálogo e encontrar esse caminho para salvarmos Minas Gerais.

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