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Por dia, pelo menos duas mulheres são vitimas de violência em Nova Serrana

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Número de inquéritos e prisões relacionados a crime de violência contra a mulher aumentam 27% em Nova Serrana, no comparativo entre 2017 e 2018

Em 2018 pelo menos duas mulheres são vitimas de agressões diariamente em Nova Serrana, os dados da Polícia Militar de Nova Serrana apontam que entre o mês de janeiro e agosto deste ano, cerca de pelo menos 413 mulheres foram vitimas de algum tipo de violência na cidade.

Os números, no entanto, apesar de graves ainda não retratam todo o problema vivenciado na cidade, uma vez que os dados da Polícia Militar são referentes aos atendimentos de ocorrência ou denúncia, ou seja, a situação pode ser ainda pior.

Conforme relatório encaminhado após solicitação desde Popular, pelo menos 214 ocorrências foram registradas entre janeiro e agosto deste ano, relacionadas a agressões físicas.

O número representa um aumento de aproximadamente 12% destas ocorrências comparadas ao ano de 2017.

Segundo os números apurados pelo menos 174 mulheres foram vítimas de agressões psicológicas contra 166 registradas em 2017.

 Inquéritos

De acordo com os relatórios da Polícia Civil o número de inquéritos instaurados e prisões relacionadas à violência contra a mulher obteve um significativo crescimento em 2018.

Os dados da Polícia Civil apontam em todo o ano de 2017 foram instaurados 253 procedimentos entre inquéritos e prisões em flagrante  relacionados a violência contra a mulher.

Já em 2018, somente entre os meses de janeiro à agosto foram instaurados 240 procedimentos entre inquéritos instaurados e prisões em flagrante.

Os registros da Polícia civil apontam que mensalmente foram cerca de 30 procedimentos por mês, realizados pela Delegacia Regional da Polícia Civil em Nova Serrana somente neste ano, enquanto a média de 2017 é de aproximadamente 22 procedimentos por mês, o que representa um aumento de aproximadamente 27%.

É importante ainda ressaltar que somente no mês de setembro dois feminicídios foram registrados na cidade, ou seja, com o fechamento das ocorrências  procedimentos neste mês a tendência é que um número maior de procedimentos sejam constatados neste ano.

 Necessidade de um atendimento especializado

Em Nova Serrana os números encontrados apontam a necessidade de um setor especializado e adequado para a apuração e atendimento de mulheres e crianças vitimas de violência familiar e assédios.

Recentemente a Delegada Regional, apresentou aos vereadores e prefeito de Nova Serrana um projeto orçado em aproximadamente R$ 350 mil para construção e um anexo na Delegacia, onde um espaço apropriado seria instaurado para esses atendimentos.

Na ocasião o vereador Valdir Mecânico reforçou a importância da construção do anexo. “Sabemos da importância que essa obra terá para a cidade, atualmente existem 70 casos de crianças e mulheres vitimas de violência sendo apurados e esse espaço será mais do que importante, então vamos levar essa demanda para os empresários de Nova Serrana, sabemos que todos se empenham e entendemos que a sociedade vai dar uma contrapartida”, disse o vereador Valdir Mecânico (PCdoB).

Diante dos fatos foram doados pela Câmara de Nova Serrana a quantia de R$ 150 mil para construção do espaço devido a demanda e necessidade de um atendimento mais bem amparado as vítimas de violência no município.

 Realidade nacional

O aumento do número de crimes contra a mulher não é, no entanto, um fato isolado de Nova Serrana. Conforme aponta o 12º Anuário de Segurança Pública, publicado no mês de agosto, somente no ano de 2017 cerca de 221 mil registros de violência doméstica foram contabilizados no Brasil.

Conforme aponta os dados diariamente mais de 600 mulheres são vitimas de violência no país. E ainda, segundo aponta os registros relacionados a Lei Maria da Penha, no ano de 2018, 73 mil denúncias foram registradas somente pelo Ligue 180.

Os dados apresentados pelo anuário apontam ainda que as principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher.

 Especialistas

Autoridades relacionadas a órgãos públicos que não podem ter os nomes divulgados por questões de orientações estatais pelo pleito eleitoral, explicam que o aumento do número de ocorrências está relacionado não somente ao crescimento dos crimes, mas também a conscientização social.

Segundo as autoridades policiais, a população está um pouco mais consciente quanto a necessidade de se denunciar os crimes ocorridos, ainda que permaneça em parte das vitimas o medo de que as agressões sejam ainda piores após a realização das denúncias.

As autoridades reforçam ainda que atualmente as denúncias podem ser feitas pelo disque denuncia 181, e pelo 180, para relatar crimes e agressões contra mulheres. Os canais apontados são anônimos e as denúncias devem ser feitas para que sejam evitados transtornos e problemas ainda maiores relacionados a crimes e violência contra a mulher.

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