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Editorial

Podemos exterminar as pragas dos perímetros urbanos!

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Na edição impressa desta quarta-feira, nós do jornal O Popular trazemos a tona dois temas relacionados a saúde pública e claro ao cuidado e estado do ambiente urbano municipal.

Nós após trabalharmos alguns dias e obtermos informações salutares sobre a dengue e os incidentes referentes a animais peçonhentos em Nova Serrana.

A primeira análise é imediata e conclusiva de que em ambos os casos a responsabilidade dos incidentes deve ser compartilhada entre sociedade e governo, afinal ambos não tem cumprido seu papel junto a manutenção de nossa cidade.

Tanto os animais com peçonha quanto o mosquito transmissor da dengue encontram nos lotes vagos, e áreas abandonadas, construções inacabadas e claro, no lixo e entulho juntado em lotes e até mesmo nas ruas e quintais o ambiente propício para sua proliferação.

A falta de cuidado da população e quando falamos disso, nos referimos a populares e empresários proprietários de terrenos vagos é sim uma das principais e mais direcionadas causas para que incidentes sejam registrados.

O interessante é percebermos que nós colocamos nossas próprias vidas e saúde em risco quando nos limitamos a não tomar certas medidas, e se tratando de animais peçonhentos acredite, o risco é eminente.

Apesar da seriedade desse assunto (também por isso tratamos na abertura deste editorial), o centro deste texto não é especificamente sobre os incidentes com os animais, mas como eles se assemelham a política de Nova Serrana.

Viajando um pouco no tema e em meio a nossas discussões em redação, percebemos um paralelo evidente e claro quando comparamos o meio político ao ambiente e incidentes com esses animais.

Percebam que assim como os lotes são entulhados os bastidores políticos de Nova Serrana, Minas e do Brasil vem acumulando ao longo dos anos uma sujeira que movimenta os bastidores e causam incidentes que podem ser danosos a nossa cidade.

Vejam por exemplo, as heranças políticas que movimentam os bastidores, não são necessariamente o melhor ambiente de nossa cidade e os trâmites e tratos por detrás de projetos polêmicos, contratos e acordos firmados na cidade, podem fazer bem aos bolsos de políticos, mas são como picadas das piores cobras que podem ser encontradas em nossa região.

Há quem diga que na política é cobra picando cobra, bom nos bastidores de nossa cidade, o que vemos e isso foi claro em 2017 e 2018, foram políticos destilando seu veneno, atacando ao seu coleguinha parlamentar, vivendo em meio a um entulho que precisa ser retirado de nossa cidade se temos mesmo o desejo de sermos tão grandes quanto nosso empenho e trabalho.

Animais peçonhentos não vivem bem em comunidade, em sua maioria, são solitários, característica que também pode ser encontrada nos políticos, afinal eles convivem com sua espécie quando lhes é conveniente, mas isso caros leitores, não quer dizer que mais cedo ou mais tarde não irão atacar, matar, trair ou simplesmente eliminar o seu próximo devido a concorrência, fome ou instinto de sobrevivência.

Os animais peçonhentos são sobreviventes, encaram circunstâncias e ambientes ríspidos, assim como no meio político, os eleitos têm que lidar com armadilhas e climas inóspitos diariamente, sem falar da capacidade de articular e manusear até mesmo a lei, para que possam permanecer no poder, para que possam permanecer vivendo e se alimentando como verdadeiros predadores do sistema.

Na política cobra come cobra, isso todos já sabem, o que a maioria de nós ainda estamos aprendendo é que com animais peçonhentos não se brinca, não se cria em seu quintal como bichinhos de estimação isso porque, o instinto deles é que em determinado momento irão atacar quem quer que seja para que continuem vivos, para que continuem no poder.

Finalizando temos que lembrar que a exemplo dos animais peçonhentos, nós podemos eliminá-los e para isso o que precisamos é apenas de força de vontade para realizarmos uma verdadeira faxina.

Contra as cobras, aranhas e escorpiões evitarmos acumular sujeira em lotes vagos é uma ótima forma de começarmos, já na política o antidoto pode ser aplicado nas urnas de dois em dois anos e é por lá que temos que começar a exterminar as pragas políticas em perímetros urbanos.

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