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Editorial

O dono do cabide 

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O ser humano é realmente um ser fantástico, pela Bíblia ele é o aperfeiçoamento de todas as criaturas, sendo o último ser vivente criado por Deus, sendo sua imagem e semelhança.

Em nossa anatomia temos algumas características que não são normalmente observadas porque já nos acostumamos com o corpo em si. Temos duas mãos, dois pés, dois olhos, dois ouvidos, um nariz, mas com duas narinas e para finalizar temos uma boca.

Os mais sábios sempre afirmaram que existe um motivo para que Deus colocasse no homem em todos os seus sentidos de captação duplicados, com exceção da boca.

A boca serve também para captar informações, mas a ela é dada principalmente a responsabilidade de falar, de expressar, de expor. Dai sai a fonte de sabedoria, afinal, deve-se falar menos e observar, captar, ouvir e sentir muito mais.

Na última terça-feira, tivemos um claro exemplo do quanto que a necessidade de falar do ser humano pode ser arriscada para não dizer prejudicial.

Durante o debate sobre um projeto relacionado a abertura de cargos para a instituição do Procon Câmara, o vereador Jadir Chanel (MDB), usando de artifícios e encenação, apresentando um cabide indicou que a população entende que a criação do setor na casa nada mais é do que a criação de cabides de emprego na Câmara.

A questão é que posicionamentos assim já vinham sendo debatidos e desde o fim de 2018, quando o vereador citou nomes de assessores indicando a existência de servidores fantasmas, suas falas, muitas vezes impensadas têm causado um desgaste, não somente na imagem do edil, mas também na da instituição.

O presidente, que também temos que lembrar, não tem papas na língua, afinal para chamar o prefeito de ladrão tem que ter uma língua afiada. Não gostou nada  das indicações do vereador.

Dai surgiu a seguinte pergunta. De quem é o cabide? Isso caros leitores, porque Osmar Santos simplesmente afirmou que Jadir tem contratado em seu gabinete um assessor que nada mais é do que seu sobrinho, ou melhor, casado com a sua sobrinha.

Osmar afirmou que Jadir carrega em seu gabinete um parente, e que isso sim é a caracterização de uma “vergonha”.

Em meio a essa discussão, a assessores fantasmas, a criação de cargos, a defesas partidaristas e claro, a teatros muito bem articulados, vemos um assunto mais do relevante sendo tratado em um show político.

A apresentação continua, perdura semanalmente, porém as respostas, as mudanças, os fatos seguem por debaixo dos panos sem que ninguém efetivamente seja culpado, ou melhor, responsabilizado pela irresponsabilidade e transgressão às leis.

Os vereadores tem que entender que ter mais auto-controle e praticarem shows com menos efeitos pirotécnicos é uma forma eficiente de se fazer valer o conteúdo sobre o barulho.

O que os vereadores precisam entender é que a população não quer mais ver cabides sendo expostos, ela quer é que os donos dos cabides apareçam, que eles assumam o seu lugar, suas responsabilidades e que diante do que determina a lei sejam efetivamente responsabilizados.

A questão no entanto é que infelizmente as tragédias, os fatos lamentáveis, o sensacionalismo e o exibicionismo sempre atrai mais audiência.

Mas os edis tem que se lembrar que ver assistir algo é completamente diferente de comprar algo. E o fato de muitas vezes receberem tapinhas nas costas não caracteriza de que as ações foram corretas e lhes renderão bons frutos.

Por fim o que percebemos, no entanto é que as terças-feiras de 2019 devem continuar a ser marcadas por shows e atrações políticas. E enquanto a justiça não define em forma de uma postura, condenação ou ação, nós seguimos assistindo tentando entender nesta história quem é o verdadeiro dono do cabide?

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