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3 horas atrásem
Por
Israel Silveira
Uma mulher de 28 anos recorre à Justiça para tentar retirar o vínculo de filiação materna de sua certidão de nascimento. Ela afirma ter sido vítima de graves violências durante a infância e sustenta que manter o nome da mãe no documento prolonga o sofrimento emocional.
Segundo o processo, a autora relata que, quando tinha 9 anos, foi submetida a situações de extrema violência e negligência. Em busca de reparar parte dos danos, ela pede que o registro civil deixe de identificar sua mãe como genitora.
Em primeira instância, a Justiça autorizou apenas a retirada dos sobrenomes maternos, mas manteve o vínculo de filiação no registro. A decisão considerou que a certidão de nascimento deve refletir a origem biológica da pessoa e que a legislação brasileira não prevê a exclusão desse vínculo em casos como o apresentado.
A defesa da jovem recorreu da sentença ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os advogados argumentam que a permanência do vínculo formal representa um gatilho constante para o sofrimento da vítima e defendem que o caso pode abrir um precedente importante no Direito de Família.
A história ganhou repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que a jovem relata sua trajetória e explica os motivos pelos quais busca o reconhecimento judicial de seu pedido.
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