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Editorial

Menos políticos e mais visionários!

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Quando éramos crianças, a anos e anos atrás, e tempos em que se podia brincar tranquilamente na rua e assaltos, violência, homicídios e outros crimes bárbaros eram acontecimentos raros, administrar uma cidade era algo que dava tanto status quanto adversidades.

Antigamente os prefeitos e vereadores eram eleitos para que pudessem em uma política bairrista, buscar melhorias e ajudar na qualidade de vida das pessoas.

Até ai tudo bem, pouca coisa mudou, porém, naquela época a evolução vinha a passos lentos e até mesmo na Nossa Serrana, terra em que o desenvolvimento caminha a passos largos, os investimentos e ações eram taxados e desenvolvidos em demandas e necessidades bem aquém do que se espera nos dias de hoje.

Nos dias atuais os políticos, e aqui falamos especificamente para o prefeito e vereadores, tem como missão o árduo desafio de sanar expectativas em uma sociedade globalizada, que tem padrões e demandas cada vez mais altos e que não mais se contentam com propostas simplistas feitas sem tinta no papel.

Há poucos anos atrás, talvez quatro ou cinco, buscar esses recursos era algo relativamente fácil, afinal, o governo federal jorrava pacotes para obras e projetos sociais, o governo estadual queria colocar Minas em patamar de desenvolvimento em pé de igualdade com Rio de Janeiro e São Paulo, e por isso investia o que não tinha para o desenvolvimento no interior do estado.

Estes tempos, no entanto acabaram e agora os prefeitos e vereadores tem a missão de manterem o desenvolvimento, porém com recursos limitadíssimos e uma população que hoje entende o que quer e como quer.

Paulo Cesar, ex-prefeito que por muitas e muitas vezes criticamos, claro com razão e embasamento, tinha uma característica que temos que reconhecer que era diferenciada, ele era visionário.

Quando foi construir a rodoviária, a cidade criticou, afinal não existia nada ao redor, o Centro Administrativo foi alvo de críticas e muitas outras ações que foram vistas com suspeita hoje fazem parte da rotina da cidade.

Tirando, é claro, os escândalos e suspeitas corruptoras de lado, esse olhar empreendedor e visionário, que ele e tantos outros tiveram à frente de Nova Serrana tem faltado nos últimos tempos.

Como exemplo a situação do aterro sanitário e do CIAS. Em uma ação pouco visionária, estamos prestes a abrir nossas portas para nos tornarmos a privada, ou melhor, a caixa de esgoto de 40 cidades. Estamos prestes e aceitar que parte de nossos recursos naturais sejam comprometidos e que o problema do lixo de 40 cidades seja jogado em nossas portas como a merda que desce pela privada (desculpem a expressão), e a partir dai, após a descarga já não mais incomoda o dono da casa.

Nova Serrana precisa resolver seu problema com o lixo e ainda com outras questões ambientais, como também estas 40 cidades tem um abacaxi para se descascar com uma colher, mas não podemos simplesmente entender que essa é uma tendência e aceitar a decisão, posição ou solução que é mais fácil e cômoda para os dias atuais sem aferir os tempos que virão.

Com todo o dinheiro e empreendedorismo que gira em nossa cidade, não seria difícil ao prefeito e sua equipe que se relaciona com o empresariado de levantar os recursos, viabilizar um empreendimento como usinas de reciclagem e nos tornarmos uma cidade que produz e o faz preservando o meio ambiente.

Muito se fala na atual gestão sobre qualidade de vida, e de fato na saúde, educação e segurança temos obtido relevantes avanços, mas basta chegar na rodovia 262 e olhar para o horizonte, que percebemos que a poluição que está sobre nossa cidade torna essa qualidade de vida limitada.

Novamente reforçamos que para ser gestor nos dias de hoje tem que ser visionário, empreendedor e estar claramente disposto a se envolver com questões que alguns julgam irrelevantes ou indevidas, mas olhando para o futuro são necessárias.

Para ser prefeito nos dias de hoje é necessário que mais do que saber gerir o pouco dinheiro que se entra em caixa é necessário ter o dom de criar soluções para problemas que gerem menor custo e maiores benefícios.

Sabemos e entendemos que esse desafio não é fácil, mas também sabemos que todos entendem antes de se candidatar que desafios virão, e se optaram por se colocar na brecha, que o rojão seja assumido, que o trabalho seja feito, o desafio enfrentado e os resultados sejam apresentados não para os seus eleitores, mas para as próximas gerações.

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