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Editorial

Falta propriedade

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Um dos maiores erros encontrado no meio dos debates esta baseado na relação conhecimento e razão. O que se percebe de forma mais do que clara é que todos querem ter razão sem que tenham propriedade para embasar as suas ideias.

Essa perspectiva que nós desde Popular obtivemos, depois claro de muito embate e divergência, pode ser amplamente consolidada pelo simples fato de que estamos presenciando um processo eleitoral onde as postagens de rede social ganharam maior relevância do que os fatos concretos e noticiados.

Talvez isso aconteça porque parte, para não dizer a maioria da mídia está corrompida e comprometida com interesses comerciais, mas também, pelo raso envolvimento popular com as causas sociais e consequentemente com a propriedade sobre os assuntos debatidos.

Chegamos agora ao ponto de que é afirmado por todos os cantos que os candidatos que estão à frente das eleições (aqui falamos da disputa pelos executivos mineiro e nacional), estão onde estão por notícias fakes publicadas em redes sociais.

Ora caro leitor, se chegarmos ao ponto de acreditarmos que após ter o maior nome do PT com boa parte da sua cúpula presos, após termos o índice de 14 milhões de desempregados, após vermos os recursos nacionais serem derramados em países socialistas e claro enriquecendo construtoras e bancários, após vivenciarmos a perda do crédito no sistema político, afirmar que as eleições estão sendo perdidas por causa do WhatsApp é querer reafirmar que o brasileiro deveria ser chamado de “besta quadrada”.

A falta de embasamento popular, no entanto nos faz beirar a essa condição, e por pior que pareça ser hoje em nossa cidade vivenciamos grandes nomes expondo ponderações tão inerentes quanto as acima por falta de conhecimento.

Uma das primícias do jornalismo é o fato de que somos ignorantes acima de tudo. O jornalista não tem conhecimento sobre nada, ele apenas aprende, extrai e ouve atentamente os especialistas e reproduz esse conhecimento.

Quando reproduzimos ou fazemos baseado em informações precisas, e o que tem faltado para a população e claro para nossos políticos é esse entendimento.

Durante a última reunião ordinária, um vereador questionou uma de nossas matérias publicadas, referente a cobertura da saúde básica, e colocou questão a veracidade de nossa notícia.

De fato a matéria que por nós foi publicada trouxe informações que podem ser questionadas por qualquer leitor, mas afirmar que é inverídica sem que apresente algum conhecimento, informação ou embasamento é promover o velho achismo e assim sendo, o pecado cometido pela falta de propriedade para dar uma opinião novamente foi cometido.

Se tratando de propriedade, muitas vezes alguns posicionamentos feitos por alguns vereadores são como verdadeiros fakes publicados pelas militâncias políticas, pois o achismo caminha a frente de um conhecimento minimamente sólido sobre alguns assuntos.

O problema é que como acontece com as militâncias, ao lerem (isso é se lerem), esse editorial os mesmos irão interpretar (de forma duvidosa, ou questionável), conforme sua perspectiva e dai pra frente será mais uma enxurrada de achismo sem embasamento, ou melhor, baseado na rasa visão das coisas.

Assim como faz a militância que protesta e se manifesta (cometendo o pecado da generalização) de forma alienada, ouviremos palavras descabidas e opiniões vans sobre nossa perspectiva.

Desta forma finalizamos tentando evitar a fadiga e pedindo aos políticos de nossa cidade que tenham mais maturidade do que é visto nas campanhas políticas, que hajam menos com o estômago e mais com a razão, e que antes de apontar o dedo entendam que a acusação tem que ser embasada em fatos, para que assim os argumentos tenham propriedade e dessa forma possamos construir um debate, um diálogo efetivamente saudável para nossa sociedade.

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