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Editorial

A morte da democracia

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Para falar a verdade essa semana é simplesmente uma das mais importantes da história de nosso país, e isso porque estamos efetivamente a poucos dias de nas urnas elegermos o próximo presidente da República.

Você deve estar pensando que se raciocínio que dimensiona as eleições deste ano como uma das datas mais importantes da história nacional como exagero, mas se pararmos para analisar friamente o momento em que vivemos você perceberá caro leitor, que a democracia está respirando por aparelhos e podemos definitivamente decretar a sua morte nos próximos dias.

Antes que nos julguem, não estamos aqui buscando defender, fascismo, socialismo, feminismo, autoritarismo e todos os outros “ismos” que as militâncias alienadas insistem em vomitar diariamente nas redes sociais.

Nós estamos aqui para lamentar e abrir os olhos da população quanto a real importância da decisão que será tomada nas urnas no próximo domingo.

Sendo realistas, sentimos que o Brasil é como um doente, como um paciente de uma doença terminal, e sendo assim, podemos manter o tratamento tradicional ou remediar com uma droga nova que acabaram de descobrir, contudo no fundo sentimos que o quadro é praticamente irreversível e qualquer esforço que façamos servirá apenas para amenizar a dor nos momentos finais.

Quando olhamos para a história percebemos que os fatos se repetem em todos os sentidos e cenários possíveis. E isso porque já elegemos duas vezes o salvador da pátria e a pátria na verdade nunca foi salva, pelo contrário permitimos que ela fosse ainda mais admoestada.

Uma vez surgiu um partido pequeno, com um político desconhecido nacionalmente, que com seu discurso voltado para a direita, encheu os olhos de uma população que sonhava com uma vida saldável, dai para frente, temos o pesadelo dos pobres com as poupanças congeladas e Fernando Collor de Melo, saindo do governo em meio à corrupção pelas portas dos fundos.

Se o caso acima te lembra alguém deste pleito, então perceba que, após anos de governo de direita, um homem se consolidou como o nome que tinha apoio de cidadãos de direita e esquerda, de todos os cunhos e classes sociais, e dai para frente o filho do Brasil, foi eleito, reeleito, ele elegeu sua pupila, foi preso, houve o impeachment e chegamos ao grau da doença que temos hoje.

Se resta dúvida quanto ao fato dessa mirabolante fábula dar certo, em um passado não tão distante tivemos Collor e Dilma, saindo das graças do povo para as desgraças do povo e hoje vivemos dias semelhantes.

Como se não fosse pior temos um processo alimentado pelo ódio das duas partes, temos um país realmente dividido entre norte e sul, temos não classes, mas castas políticas divididas por grupos de afinidade e dai você passa a ter seu raciocínio definido por posições sociais.

Nestas eleições se você é Bolsonaro você é estuprador, assassino, você é contra os homossexuais, você é contra as mulheres, você é contra o direito de expressão, contra a arte.

Se você é Haddad você é contra a família, é contra a moral, é contra a polícia, é contra os negros, pobres e contra os injustiçados.

Os discursos são rasos, assim como é raso o sentimento de que desse imbróglio algo de bom será tirado. De fato quem vencer terá a metade do país temendo e contradizendo a suas vontades.

Temos a obrigação de ir as urnas votar, mas devemos lembrar que temos a obrigação de cumprir o dever de cidadão e se assim não fizermos, se não formos as urnas com nosso senso de cidadania o sentimento de que nos omitimos em meio a morte de nosso ente querido será tão ruim quanto termos agido de forma equivocada.

Olhando pelo lado do eleitor, pelo posicionamento, pelos argumentos, percebemos que a democracia morreu, quando o debate virou agressão e a única coisa que faz sentido, ou melhor, que é correta é a sua própria opção.

Neste domingo temos que remediar nosso país, e mesmo sabendo que em um futuro breve corremos o risco de estar, independente do tratamento velando nosso país, precisamos de conciliar a fé as atitudes, e assim depositamos um pouco dos nossos sonhos em um país que sonhamos, mas não mais acreditamos que possa sobreviver a moral, ou melhor a sua falta no contexto político nacional.

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