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 É carnaval …

Mauro Soares

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A mais ansiada das festas tupiniquins, já se anuncia Brasil afora; foliões se preparam – ou já se esbaldam – para a folia de Momo; seja nas ruas, nos blocos, nos trios elétricos, nas escolas de samba, etc, nossas gentes, ou pelo menos uma substancial parcela, vislumbra a muito a rega-bofe carnavalesca. Mas donde oriunda-se nossa mais vangloriada manifestação popular?

As etimologias populares afirmam que a palavra vem da expressão do latim tardio carne vale, que significa “adeus à carne”, significando o período de jejum que se aproxima – no lapso quaresmal era abolido o consumo de carne – no entanto, esta interpretação não é apoiada por provas filológicas.

À semelhança de outras festividades cíclicas do calendário, o Carnaval teria suas origens nas festas imperiais da Antiguidade, diversamente celebradas pelo Império Romano.

Já algumas das tradições mais conhecidas, incluindo desfiles, máscaras e trajes pitorescos, foram registrados pela primeira vez na Itália medieval. O Carnaval de Veneza representou, durante muito tempo, a manifestação mais grandiosa da folgança (embora Napoleão Bonaparte, imperador francês, tenha abolido a festa em 1797, quando invadiu a Itália – mas essa é uma outra história – e só em 1979 a tradição foi reavivada), de lá, o legado do Carnaval se espalhou para Espanha, Portugal e França.

E da península Ibérica, aqui aportou, com a colonização,  chegando na “terra brasilis”, pelas mãos dos nossos patrícios.

O costume de festejar tipicamente, o período que antecede a quaresma, foi introduzido no Brasil pelos nossos colonizadores, provavelmente no século XVI, com o nome de ‘Entrudo’.

A designação «Entrudo» – ainda muito utilizada nos dias atuais, principalmente no meio rural –, do latim introitus (intróito), apresenta igual significado: o de introduzir, dar entrada, começo ou anunciar a aproximação da quadra quaresmal.

O Entrudo consistia numa série de entretenimentos e brincadeiras populares, que também foram associadas ao carnaval brasileiro. É pertinente considerá-lo como a fase embrionária do atual carnaval de rua.

O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XX (período do reinado da rainha Vitória), à frente do trono britânico, a monarca influenciou comportamentos e mudanças em toda a Europa; a cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo, incluindo a nossa então capital Federal, São Sebastião do Rio de Janeiro, que graças à afeição e o talento peculiar de suas gentes, aprimorou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba, auto-proclamado como o “maior espetáculo na terra”, e os blocos de rua, levando milhões à festança, e fazendo jus ao Guinness.
É tempo de alegria; costumeiramente esquecemos nossas frustrações cotidianas para brincar o carnaval, assim o foi ao longo da história, assim o é, na sociedade atual; seja na grandiosidade dos desfiles das escolas de samba, que há muito se profissionalizaram, nos blocos a invadir as ruas de tantas cidades, nos trios que arrastam incontáveis multidões, ou nas mais singelas e diversas manifestações populares, o deleite dos foliões é explícito.

Amado por tantos, não tão benquisto por outrens, as festividades de Momo se avizinham; que seja pra você, um momento de alegria, estando no regozijo da festa, com respeito e moderação, ou quiçá saboreando o merecido descanso proporcionado pelo “calendário”.

Abençoada semana, Graça e Paz

MAURO SOARES CORRÊA é casado, pai de duas filhas, bacharelado em ciências contábeis, micro-empresário calçadista, radialista e presidente da Associação São Sebastião de rádio e comunicação.

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