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Economia

Coronavírus pode beneficiar indústria calçadista de Nova Serrana

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A economia mundial vem sofrendo impactos diretos devidos a epidemia de coronavírus, que vem causando mortes e contaminação em toda a China e vários países do mundo. Na Europa, países como a Itália vem tendo casos da doença registrados e confirmados todos os dias, e no Brasil, já são mais de 160 casos confirmados.


Com o eminente risco da doença a economia tem reagido de forma negativa para os produtos que são comercializados pelos países asiáticos, e nesse sentido Nova Serrana deve se beneficiar da epidemia mundial.

Em meio à crise causada pelo coronavírus a indústria calçadista de Nova Serrana terá o número de exportações de calçados ampliado, e esse prognóstico já pode ser visto simplesmente devido ao número de importadores que já confirmaram presença 25ª Fenova.

De acordo com os dados repassados pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria Calçadista de Nova Serrana (Sindinova), confirmaram participação pelo programa de exportação promovido pelo Núcleo do Sindinova, 23 exportadores que virão ao município para realizar negócios e importarem para seus países calçados produzidos em Nova Serrana.

O próprio número de participantes estrangeiros na feira já representa um aumento significativo nas possibilidades de negócio, isso porque em 2019 foram 15 compradores de outros países, ou seja, para esta edição da feira, um aumento de 50% dos importadores já é confirmado.

Ainda conforme informado, outros importadores de outros países também são esperados, contudo estes não virão à feira por meio do núcleo, e sim estarão no evento por conta própria.

Conforme apontado pelo Sindinova, até o momento cerca de R$ 1 milhão foi gerado em negócios com importadores por meio do núcleo, e a expectativa é que esse valor seja dobrado.

Esse prognóstico é algo próximo do setor produtivo de Nova Serrana, isso devido a abertura do mercado para o produto do polo calçadista, o que é ainda ampliado com os eminentes riscos do produto Chinês.

No entendimento o presidente do Sindinova, Ronaldo Andrade o interesse por parte dos importadores já é visivelmente maior. “Na Feira de Calçados de Nova Serrana, que acontece na próxima semana, a vinda deles está maior. Os negócios dos compradores de calçados continuam, eles têm de buscar outras alternativas, e Nova Serrana fabrica calçados de boa qualidade e com bom preço”, Afirma Ronaldo.

Entre os importadores, já está confirmado a participação de representantes de redes de comércio da Argentina, Estados Unidos, Uruguai, Colômbia, Equador entre outros.

Outros setores também se beneficiam do coronavírus

Para muitos um momento de crise, mas para outros esse momento é uma oportunidade de obter uma maior representação no mercado internacional.

A exemplo da indústria calçadista, o setor de brinquedos brasileiro também vem sendo beneficiado com a epidemia do coronavírus. Atualmente, as fábricas nacionais são responsáveis por 52% dos produtos comercializados no país, e os chineses possuem 48% do mercado.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Costa, diante da situação atual, o Brasil pode assumir 65% das vendas neste ano, gerando 10 mil empregos.

“A cada dia está ficando mais evidente que os chineses não conseguirão entregar os brinquedos da Semana da Criança a tempo. O ambiente industrial não se recupera da noite para o dia, e os sinais indicam que a indústria nacional pode ser beneficiada. A ociosidade das nossas fábricas está em torno de 55%, e, se houver pedidos, estamos prontos para atender e entregar”, afirma.

Outros setores enfrentam dificuldade

Enquanto os calçados e os brinquedos vivem boas perspectivas pelo crescimento no mercado internacional, causado pela rejeição dos produtos chineses pelo coronavírus, outros setores são diretamente atingidos de forma negativa.

É o caso da indústria elétrica e eletrônica brasileira, onde sete em cada 10 empresas já enfrentam problemas no recebimento de materiais, componentes e insumos chineses, devido ao surto de coronavírus.

A informação foi levantada pela terceira sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), divulgada na última segunda-feira. Realizada no dia 20 de fevereiro a pesquisa aponta que 57% das empresas entrevistadas apontavam dificuldades causadas pelo desabastecimento que ocorre, principalmente, em fabricantes de produtos de tecnologia da informação, como celulares e computadores.

De acordo com a Abinee, 6% das empresas que foram pesquisadas já operam com paralisação parcial de fábricas e 14% programaram a medida para os próximos dias.

Ainda nos dados divulgados podem ser conferidos que aumentou de 17% para 21% o índice de indústrias que não devem atingir a produção prevista para o primeiro trimestre, sendo que destas o volume deve ficar, em média, 31% abaixo do projetado para o período.

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