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Editorial

Coragem para meter a mão no próprio bolso!

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Sempre ouvimos falar em responsabilidade com o dinheiro público, em choque de gestão, reforma administrativa e redução e despesas quanto a atuação dos órgãos públicos.

Esses pontos são tidos como necessidade e algumas administrações até tem a coragem de encarar a bronca e aplicar medidas que possam diminuir, ou restringir o conforto que é visto e vivenciado nas repartições públicas.

Contudo poucos têm a coragem de promover o choque em seu próprio bolso. Quando é para reduzir a própria gordura, quando é para mexer em sua conta, em seus proventos, em seus salários, poucos tem a coragem de defender o direito do povo.

Sendo bem populares, aqui desde já indicamos a administração de Nova Serrana, tanto no executivo quanto no legislativo a fazerem um levantamento sério de opinião e assim que constatem que, é de interesse e praticamente de unanimidade social que haja uma redução nos salários dos edis e demais cargos políticos.

Em Oliveira isso meio que aconteceu e o resultado foi uma consulta que foi levada ao Tribunal de Contas do Estado que, seguindo a lei, deu o seu parecer favorável para quem quiser reduzir o salário dos vereadores que assim o aconteça.

Se tratando de Nova Serrana, esse posicionamento vai justamente em sentido contrário, e o que se tem,  conforme denunciado anteriormente por um vereador, são reuniões de bastidores para que se estabeleça uma estratégia que leve os edis na direção de um aumento salarial.

É importante lembrar que conforme a orientação do TCE, se tratando de uma mudança salarial, a mesma deve acontecer para a próxima gestão e anterior ao período eleitoral. Porém cabe saber se a presidência teria vontade e coragem de se indispor com os políticos e politiqueiros, pela redução na folha de pagamento.

De fato você não reduz o seu salário, a não ser que seja reeleito, mas você diretamente causa estragos as pretensões confortáveis de edis e aspirantes a uma cadeira no legislativo municipal.

Mas quando falamos em redução, também questionamos o fato de termos o terceiro salário mais alto de um chefe do executivo da região, e ainda secretários que recebem um salário bruto significativamente maior do que dos edis.

Claro os secretários são técnicos, ou pelo menos deveriam, mas se ouvimos falar tanto em economicidade, se ouvimos falar tanto em crise financeira, porque não ouvimos falar em proporções semelhantes de redução de salário e corte na folha?

Simples, porque falta vontade de reduzir a própria ração, falta coragem de meter a mão no próprio bolso, e reduzindo o seu próprio rendimento, auxiliar mesmo que de forma sutil em primeiro momento, mas relevante em escala e amplitude, as despesas da cidade.

Não estamos sendo utópicos quando falamos sobre isso, em Arcos houve a redução salarial dos vereadores e em consequência também do executivo municipal.

Se os políticos de nossa cidade que enchem a boca para falar que estão defendendo os interesses da população, o fazem realmente sem que seja da boca para fora, devem se atentar a isso.

Até porque se perguntarem aos populares vão perceber que em sua grande maioria entendem que se tem uma salário gordo para pouco serviço prestado. Se perguntarem aos populares vão perceber que absolutamente a maioria dos cidadãos não vãos se importar em ver os políticos cortando do próprio bolso, um recurso que será revertido para a população, direta ou indiretamente em forma de qualidade de vida.

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