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Editorial

Interesses por trás dos interesses!

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A terceira Lei de Newton, também chamada de Ação e Reação, relaciona as forças de interação entre dois corpos. Quando um objeto exerce uma força sobre outro, ele terá uma resposta de mesma intensidade.

No xadrez, temos uma máxima que cada movimento é condicionado ao próximo passo, assim se joga para neutralizar os planos do adversário e planejar os próximos movimentos, provocando assim consequências diretas em seu plano de jogo e sucesso.

Já na política nós presenciamos a lei do interesse. Explicando: para cada ação se tem um interesse, que caminha de forma obscura por trás do movimento em comum.

Na política cada fala, cada olhar, cada promessa e ação, cada obra e projeto tem um interesse que está por detrás dele e não é necessariamente o bem popular, mas sim o intuito de fazer com que o sistema caminhe sem favor político.

De forma semelhante com o que acontece com a justiça, onde os juristas encontram brechas e movimentam as mais amplas e possíveis interpretações para defender os seus clientes, assim na política se tem movimento, promessas e ações que defendem diretamente os interesses pessoais de cada um dos entes.

Nesta edição temos por exemplo a matéria relacionada aos trâmites para se promover o movimento de cassação dos vereadores afastados, e aqui vamos fazer uma reflexão breve do porque que de algumas ações e tentativas tem surgido de forma tão incisiva na casa.

Antes da análise temos que ressaltar que aqui não estamos incriminando ou enaltecendo qualquer posicionamento político, mas precisamos perceber que de todos os lados tem interesses maiores do que os benefícios públicos.

Vemos por exemplo que a base tem forçado e trabalhado com o intuito de promover uma nova eleição da mesa diretora. Porque desse interesse? Talvez venham projetos que o interesse do executivo é que sejam tratados de forma mais amistosa e menos polêmica, afinal, alguns de interesse “político e comercial”, foram barrados na casa.

Talvez porque tendo a presidência nas mãos se tem efetivamente a possibilidade de abrir o processo de cassação sem que o intuito partidário ou as mãos dos políticos sejam colocadas como sujas.

Partindo da presidência da casa, os vereadores se isentam, as lideranças partidárias e seus diretórios não se desgastam e o prefeito pode ter uma vida mais confortável. Para que isso aconteça, reuniões de trabalho têm acontecido com os vereadores novatos e os boatos referentes a isso são dos mais alarmantes possíveis.

Temos que lembrar ainda que em um processo de reeleição novas alianças têm que ser formadas e nesse sentido há quem diga que os empresários, por meio do Sindicato estão em fase de corte com o executivo e que tem ex-presidente batendo na mesa e assumindo papel de liderança política.

Bom se isso não é entendido como uma manobra que tem ligação política, percebemos que cada vez mais o interesse as ações por parte do legislativo vem tomando um corpo mais direcionado para o “bem comum” de Nova Serrana, pregado pelos quatro cantos da cidade.

Se a perspectiva de ter a presidência é algo que estimula os integrantes da base, tem certeza que sim, já foi informado pelo líder do governo que se pudesse se candidataria novamente, Jadir já disse que se ninguém quiser ele quer, e aliado ao fato de que a cassação foi colocada ao vento logo quando os colegas foram afastados, podemos fazer a leitura e entender o interesse pelo poder.

Aqui temos líder de partido que não exige sua vaga porque o vereador suplente é sua cria “mesmo sendo de outro partido”, temos acusado de nepotismo pregando pela quebra de decoro, temos uma administração que insiste em falar que não interfere na Câmara, mas que se movimenta para que haja mudanças nos rumos do legislativo.

Aqui em Nova Serrana temos uma política que não caminha com clareza, que já está em período eleitoral, e que da cada passo buscando uma forma de mostrar para a população a beleza da lapide, mesmo sendo um sepulcro caiado.

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