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Editorial

Cartas na Mesa: porque Joel Martins não é mais candidato!

Israel Silveira

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Após a publicação de nosso editorial na última quinta-feira, este Popular recebeu algumas ligações e mensagens. Uns aplaudindo pela visão clara e justa da abordagem dada a situação política de Paulo Cesar de Freitas. Outras apaixonadas direcionaram palavras e opiniões que respeitamos pela diversidade de pensamento, mas claro discordamos.

Os ânimos de muitos ficaram claramente mexidos, afinal, ter jogado na cara como um verdadeiro tapa, uma verdade que se refuta a ser aceita, realmente doe.

Mas acreditem caros leitores, se doeu para Paulo Cesar, para Joel Martins também não deve estar sendo nada fácil. A família de sobrenome forte, com raízes políticas, não tem mais um nome forte para a disputa do pleito eleitoral. E Joel está dando adeus para a política, por ser literalmente convidado a sair da festa.

Enquanto Paulo é colocado para fora do jogo por todos os processos e situações judiciais que o colocam não só sub judice caso queira disputar as eleições, mas tem ainda o problema de ter as contas reprovadas.

Joel por sua vez, claro também tem lá alguns processinhos mas o problema maior do Martins está relacionado ao fato de que sua última gestão foi pífia.

O ex-prefeito se viu em um pleito eleitoral no qual tinha a máquina em suas mãos, se tornar alvo de rejeição política por parte do eleitorado, isso porque entre casos mal contados e falta de qualidade de sua equipe (vamos falar muito disso), foi literalmente jogado naquela época para uma terceira força política.

Vejam naquela época porque hoje, sequer está entre os cinco nomes mais fortes da política municipal, e não entra no jogo não por impedimento, mas porque não tem aclamação popular, não tem intenção de votos, não tem condições de disputar um pleito aberto com as mínimas chances de vencer.

O desprestígio eleitoral causou um impacto tão grande na imagem do ex-prefeito que até mesmo posar lado a lado com seu antigo desafeto político Paulo Cesar de Freitas, para que com um acordo com o inimigo fossem juntados os cacos para assim, tentar de igual maneira a Paulo, sobreviver no cenário político e não se tornar apenas uma foto na parede da história de Nova Serrana.

Joel chegou a essa situação por ter uma equipe que fez um trabalho tão abaixo da média, tão ruim para a imagem política do grupo, que até mesmo as obras que ele começou serviram para fortalecer Euzebio. Afinal, Joel e seu secretariado não tiveram capacidade de começar varias obras em diferentes áreas sociais, e mesmo com recursos em caixa e terminar dentro de sua gestão.

Sem falar do tão famigerado hospital de não sabemos quantos andares. Esse até o momento não foi explicado, afinal, como se lança uma obra prometendo ser um hospital se a mesma sequer tinha tal registro no Ministério da Saúde.

O que acontece é que Joel faz parte de uma velha política que não sabe mostrar conteúdo sem que haja promessas vãs. Durante sua última gestão estas promessas não se cumpriram e como resultado, agora ele tem que sujeitar seu grupo a se aliar ao tão criticado Paulo, para assim pressionarem o deputado a ser candidato e talvez, não enterrar de vez as raízes políticas dos Martins e dos Freitas.

Joel sempre foi mas reservado, sempre foi mais de bastidores, mas nesse momento de nossa política é inegável concluir de que a carreira política dos velhos donos de Nova Serrana está chegando ao fim.

Após se aliar a Paulo, Fábio e quem mais aparecer no caminho, Joel deu ainda conta de rachar seu grupo de militância. Daqueles apaixonados que trabalhavam por ele, hoje se decepcionaram pela aliança com o diabo, e devido a isso sequer 7 mil votos seriam esperados para o prefeito que de fato nunca fez nada de tão mal para a cidade, só que também, nunca foi brilhante quanto ao desenvolvimento de uma potencia como Nova Serrana.

Encerrando esse editorial salientamos ainda que ambos os ex-prefeitos, contribuíram para a história desse município, e diante de um fim político doloroso como se aproxima, ambos devem dormir tranquilos sabendo que fizeram sua parte, mas agora é hora de deixar os novos nomes assumirem o protagonismo e assim, darem continuidade para o desenvolvimento de uma cidade que não é mais o quintal dos Martins e dos Freitas.

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