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Editorial

Cartas na mesa: Porque Fábio Avelar não sai da moita!

Israel Silveira

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Em Nova Serrana, o adiamento do período eleitoral para o dia 15 de novembro, gerou uma inquietação e ansiedade nunca vista no município. Que Euzebio é pré-candidato todos já sabemos, a questão toda gira em qual será o nome que poderá fazer frente.

Uma unanimidade passa na cabeça de grande parte da população, que acompanha a política municipal. Com Paulo e Joel fora do jogo (leiam os dois últimos editoriais abaixo), apenas o nome de Fábio Avelar é visto como capaz de fazer frente ao atual gestor.

Claro não desmerecemos os demais nomes, inclusive vamos falar um pouco sobre eles nos próximos editoriais. Mas para a brincadeira ser séria teria que ter ao menos um nome que já disputou um pleito e foi eleito com significativa aprovação dos eleitores.

A questão é que Fábio Avelar, simplesmente não sai da moita. E aqui vamos desenrolar esse assunto, uma vez que é necessário que todos tenhamos algumas leituras diferentes da situação para assim ver se a postura adotada é ou não, no entendimento de cada um, a mais prudente e coesa no momento.

Vejam, de todos os políticos de Nova Serrana o único que efetivamente tem algo a perder com esse processo político é Fábio Avelar, e isso somando a uma postura muito burocrática, política e nada corajosa, faz com que o deputado não torne público sua decisão que no fundo já está tomada.

Algumas questões tem chamado nossa atenção, o fato por exemplo de aparentemente o Deputado estar jogando nos dois lados. Fábio circula bem, e segundo ouvimos com promessas e juras de amor ao executivo. Já até presenciamos ligações feitas entre o deputado e o prefeito, em um grau amistoso de companheirismo e parceria que deixaria qualquer um certo de que Avelar não será pré-candidato.

Do outro lado, os opositores da atual administração afirmam com tanta certeza que Fábio será candidato, e somadas as manifestações públicas de encontros e falas dos ex-prefeitos e seus grupos, também fica difícil acreditar que Avelar não será adversário.

Fábio está prestes a se queimar, se for candidato, e perder a eleição trará para si uma amarga derrota e construirá um desafeto que já vem sendo, no jogo político alimentado. Ainda terá o descredito de seu partido, que carrega um deputado federal que segundo se fala nos bastidores prometeu recursos e mais recursos para a capital do calçados.

Caso se torne prefeito, Fábio deixará a cidade órfã de um representante legitimo no legislativo em esfera estadual, carregará uma cidade sabe-se la em quais condições financeiras como herança, e terá que fazer algo que nunca fez, vai ter que gerir a bronca que é ser prefeito de uma cidade.

Claro suas raízes políticas o fazem sonhar em ser prefeito, isso é questão de história, mas por outro lado caso seja eleito ele terá que refutar, e jogar a pá de cal sobre Paulo e Joel, para que possa assim ter uma gestão diferente e minimamente melhor do que se vê nos dias de hoje.

Abraçar o diabo, ou melhor os dois defuntos da política, não é algo tão saudável para o deputado, e como o grupo tem sido formado nesse entorno, a situação se torna ingrata, ou melhor indigesta.

Como se transita dos dois lados, o deputado tem que, mesmo com seus pensamentos já definidos, sobre a pré-candidatura, precisa de permanecer o máximo de tempo possível, ocupando a moita para que assim seja evitado maiores transtornos político e dificuldades de se gerir a situação.

Para finalizar, há aqueles que não acreditam em hipótese alguma na candidatura do deputado, ou se o deputado irá tomar a postura de ir para a briga. Bom quando nosso colunista Osvaldo de Evorá, se manifestou pela não candidatura, o próprio deputado e sua competente assessoria entraram em contato com nosso jornal questionando as afirmações, mas veja, se fosse verdade, qual o problema na sentença exposta por nosso colega?

Fábio sairá da moita, só está acuado, tentando tomar coragem, ou pensando a melhor estratégia para isso. Nesse mundo político vemos de tudo, ameaças, chantagens, argumentos, pesquisas, decisões e pressões, e observando e sabendo que isso tudo pode estar acontecendo nos bastidores, não gostaríamos literalmente de nos ver na pele do deputado.

Cabe ainda lembrar que Fábio é uma pessoa consciente, trabalha com números debaixo dos braços, mas também é uma pessoa que claramente mostra seus sentimentos e emoções, e sendo assim, se a eleição já estivesse ganha para o deputado como muitos insistem em dizer, é mais do que evidente que a moita já estaria desocupada, e a estratégia de combate não seria algo tão secreto como tem se mostrado nos últimos dias.

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