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Editorial

Cartas na mesa: Porque Euzebio Lago ainda não está reeleito!

Israel Silveira

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Que mais se fala nos bastidores da política é que se Fabio Avelar não for candidato ao executivo municipal a reeleição de Euzebio Lago é uma barbada. Olhando pela lógica básica isso até pode parecer verdade, mas ao olharmos para trás percebemos que isso é uma sentença de derrota.

Claro que Euzebio ainda não está reeleito porque não aconteceram as eleições, e um gestor que fez uma administração razoável como a dele, tendo uma máquina como Nova Serrana nas mãos, já sai em qualquer corrida como favorito, ainda mais se o único adversário que teria motor para encarrar essa corrida estiver fora da prova.

O problema é que exitem uma série de fatores, que independente de quem seja o adversário, se não for muito bem tratado, explicado, trabalhado, pode se tornar uma derrota histórica, e em sua maioria, o oculto ou a incompetência está por traz disso.

Para começar temos que lembrar que a gestão de Euzebio não foi conforme prometido. O novo tempo que todos sonhávamos não veio em sua amplitude. Euzebio não cumpriu algumas questões de valor que foram prometidas, como por exemplo a transparência.

Na caixa preta da prefeitura muita coisa ainda é mal explicada. Como por exemplo a relação do secretariado. Alguns secretários simplesmente pisaram na bola e ainda assim foram afagados pelo prefeito. Os picolés derreteram mas não foram esquecidos, os abacaxis do trabalhador, foram chupados por alguém.

Os taxistas ainda esperam o aplicativo, e não é o que o ex-secretário abriu em seu próprio nome após ter informações privilegiadas e guiar um processo licitatório. Nesse caso há quem diga que o prefeito não tinha noção do fato, o ex-secretário afirmou a esse Popular que tudo aconteceu sobre ciência do chefe, e após a exoneração, simplesmente não se tocou no assunto.

Houve nepotismo, houve favores sendo direcionados, afinal, como não criar uma relação direta entre o secretário que articulava as ações do executivo e o cargo que ele herdou no hospital após a licitação ser feita. Dai se tem os servidores sendo levados terem que usar o plano de saúde, da empresa que o ex-secretário representava comercialmente.

Mas isso não pode apagar o valor que é ter uma obra tão significativa para nossa cidade. Afinal temos um hospital de grande porte, que ainda não foi inaugurado mas temos.

Enquanto o secretário de articulação se preocupava em trazer empresas e fechar acordos, o que não era de sua responsabilidade, diga-se de passagem, a articulação politica ficava às mínguas e assim, se criou um verdadeiro inimigo por dois anos.

Nessa queda de braço Euzebio saiu ileso e muito bem colocado, afinal não foi ele que teve que jogar dinheiro pela janela no início da manhã, tentando esconder as verdinhas da polícia. Mas de fato se houvesse mais inteligência em sua gestão, tantos outros transtornos teriam sido evitados.

Olhando para o passado, recordamos ainda que Nova Serrana não tem por hábito reeleger candidatos. Ainda olhando para trás, se lembra que a cidade anseia pelo novo, e assim Euzebio foi eleito e assim, outros nomes, mesmo sem o aporte de fazer mais do mesmo, que significa, asfaltamento e um monte de inaugurações em um rolo compressor, para se cumprir o prazo eleitoral, pode vir a derrubar o prefeito do novo tempo que não se mostrou tão revolucionário quanto se desejava.

A essa altura do campeonato você pode estar pensando, mas e as coisas boas desta gestão, bom elas virão em tempo oportuno, afinal, o objetivo aqui não é fazer propaganda política, mas abrir os olhos de quem é prepotente a ponto de achar que o prefeito ganha as eleições com as mãos nas costas, como se vê pelos cantos da cidade.

Já que estamos colocando as cartas na mesa, bom, comunicação não foi o forte de quem tem o dom da palavra. A gestão municipal falhou e muito, e continua falhando quando o assunto é clareza. Não se sabe como muitas pessoas entraram no navio, não se sabe o porque que eles tem tanto respaldo mesmo tendo um know how tão limitado.

Por fim Euzebio corre ainda o risco de ser abatido por sua própria sentença, isso porque ser honesto, não ter processos, fazer as ações que a cidade precisa, não está além de sua obrigação como prefeito, e se formos olhar isso de forma bem crua, talvez se perceba que tudo que foi feito não passou da obrigação, e isso diante de uma campanha bem feita, pode se tornar a faca que vai matar o segundo candidato a prefeito que as vésperas das eleições, era considerado eleito por todos, menos pelos eleitores que foram as urnas.

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Jornalista - 11407 MTb - Editor chefe do Jornal O Popular

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