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Editorial

Boas intenções e estratégias equivocadas

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Caros leitores, se tem algo que é desagradável é vivermos próximos de pessoas que vivem gorando todos os nossos passos. É ruim estar perto de pessoas pessimistas que somente criticam e afirmam que nossos projetos irão dar errado.

Contudo é importante termos uma leitura adequada e sabermos diferenciar o que é crítica construtiva, e o que é ataque pessimismo desvairado.

Quando falamos de prefeitura e de ações adotadas pela administração municipal temos que tomar um certo cuidado quanto ao que ponderamos, afinal por lá muitos não sabem ler nas entrelinhas, tão pouco entendem nossas criticas e assim, acabamos sendo taxados de pessimistas ou opositores.

Por certo tempo, optamos por nos manter mais como observadores, mas com a proximidade da Festa do trabalhador e os equívocos sendo adotados, não conseguimos nos conter e precisamos sim criticar para que erros infantis não sejam mantidos, ou pelo menos termos na consciência de que avisamos enquanto ainda era tempo.

Para começar a infeliz decisão de que o valor promocional dos ônibus coletivos, que vão levar a população ao Centro de Convenções, seja vendido apenas antecipadamente em pontos específicos e não dentro do transporte coletivo.

Se o intuito é beneficiar o trabalhador, para iniciarmos essa crítica temos que lembrar que o horário comercial no qual será vendido as passagens promocionais é um horário onde o “trabalhador está trabalhando”. Ou seja, o acesso do trabalhador ao valor promocional já se torna limitado por suas atividades profissionais.

E quanto à ideia de que o valor promocional será apenas para quem adquirir o bilhete antecipadamente, faz com que transporte coletivo não seja tão atrativo assim, é como dar um benefício, mas criar burocracia para que ele não consiga gozar do privilégio.

E se já falamos do erro das passagens, bom vocês já sabem que a rua de lazer da maior festa do trabalhador do Centro-Oeste mineiro não acontecerá na praça Jardins do Lago não é mesmo! Este ano a rua de lazer acontecerá no centro de convenções o que claramente dificulta o acesso da população ao evento.

Para que seja ainda pior a vida do trabalhador, que quer ir a festa, a proposta de linha especial não foi aplicada ou disponibilizada, até o momento, para a população que pretende durante o dia participar das atividades esportivas e de lazer que rotineiramente são disponíveis.

Isso quer dizer caro leitor, que mudaram o lugar da rua de lazer, tiraram o picolé e nem colocaram ônibus em horários especiais para que a população se desloque com maior facilidade para o evento que deve ter o acesso popular facilitado.

Sim caro leitor, esse ano não terá picolé, a prefeitura optou por não disponibilizar após anos, a guloseima gelada, o que mostra para todos que ou estavam errados em contratar o serviço no ano passado, ou optaram por deixar de entregar um beneficio saboroso da festa, pela quantidade de pedradas que tomaram no ano anterior por falta de estratégia.

E se tratando desse tema (não picolés, estratégia), ainda temos que lembrar que dentro da própria organização do evento algumas cabeças estão batendo, informações são desconexas e mais uma vez se tem muitos caciques, em sua maioria incompetentes, para administrar poucos índios.

Não estamos gorando a Festa do Trabalhador. Os shows vão funcionar, a população vai até o parque (é o que esperamos), mas claramente a metodologia adotada e a política do evento está se perdendo em meio a sua organização.

Teremos uma Festa do Trabalhador que não acontece na rua, teremos uma rua de lazer, sem transporte especial para levar o trabalhador até as atrações, teremos Show com entrada cobrada, teremos com certeza mais polêmicas e críticas dos apoiadores e dos opositores até o final dessa festa.

Novamente afirmamos, NÃO ESTAMOS GORANDO! Apenas estamos criticando, e pedindo a prefeitura que avalie com um pouco mais de zelo as estratégias adotadas, que se programe e pense no evento com maior clareza e competência, e principalmente que a festa ocorra para beneficiar o trabalhador e não para alimentar o ego de pessoas que tem altos salários pagos com o dinheiro dos impostos dos trabalhadores de Nova Serrana.

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