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Política

Assessor de Osmar Santos confessa em oitivas que pontos eram falsos

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Durante as oitivas realizadas na última quarta-feira dia 01 de julho, na Câmara Municipal de Nova Serrana, referente a denúncia apresentada pelo MDB e o processo de cassação, o foco dos questionamentos giraram em torno da atuação de Yuri Anderson Amaral Estevão, assessor que foi apontado como servidor fantasma pela promotoria.

Por sua vez o ex-servidor comissionado, foi interpelado por ambas as partes, defesa e acusação, tendo como ápice de sua participação o depoimento à acusação, quando confirmou que todos os pontos assinados por ele referente ao horário trabalhado no legislativo eram falsos.

A acusação iniciou suas falas questionando o servidor sobre o relacionamento com a família de Osmar, onde Yuri afirmou ter tido um namoro de três anos com a irmã do vereador.

Seguindo, a acusação questionou sobre a formação técnica da testemunha em sua área de atuação, sendo informado que é autodidata quanto a área de trabalho desenvolvido para o gabinete de Osmar Santos.

A acusação então passou a interpelar a testemunha sobre sua carga horaria, sendo respondido por Yuri que não tem como afirmar com precisão a carga horária que era desempenhada por ele para o vereador.

Depois destas colocações a acusação então fez a seguinte sequencia de questionamentos:

Adv MDB – Qual era o horário que o senhor prestava serviço para o Osmar Santos?

Yuri – Não tem como eu definir isso porque eu não tinha horário para trabalhar quando eu tivesse que trabalhar eu tinha que estar disponível, isso é o que faz a rede social do vereador crescer.

Adv MDB – Quanto tempo por dia?

Yuri – Não tem como eu responder…

Adv MDB Como eram aferidos os pontos?

Yuri – Eles pediam para eu assinar.

Adv MDB – Os pontos que o senhor assinava que o senhor chegava ao meio dia e sair as 18 horas são falsos?

Yuri – Sim

Adv MDB – Algum dia o senhor chegou as 12h para prestar serviço?

Yuri – Já cheguei esse horário, mas não sei falar o dia.

Após os questionamentos da acusação o advogado de defesa, Dr. Guilherme Cortez então tratou de mostrar em seus questionamentos quais eram os trabalhos e quais horários o servidor se mostrava disponível para atuar pelo gabinete do vereador.

Adv Defesa – Nas redes sociais qual era efetivamente seu trabalho?

Quando o Osmar me contratou, ele me mandava projeto e eu tinha que fazer o texto. Com todo respeito, ninguém tem interesse no que vocês fazem. Eu tinha que pegar e fazer as pessoas terem interesse.

Adv Defesa – Tratando de meio dia a seis, em uma média, a sua prestação de serviço diária superava esse período?

Superava dava mais de seis horas por dia.

Adv Defesa – A assinatura da folha de ponto, o denunciante induz você responder que as assinaturas são falsas. Existe alguma lei, teto normativo que te obriga a assinar a folha de ponto ou fazer o controle de jornada por meio de biometria?

Nunca me informaram isso aqui não.

Adv Defesa – A prestação e serviço que você tinha com o Osmar, era só em dias uteis?

Sempre que precisava.

Adv Defesa – A sua disponibilidade era integral?

Integral.

Adv Defesa – Você tem conhecimento se é praxe da casa legislativa ao desenvolvimento desse tipo de atividade em horários externos a pratica da Câmara?

Não sei responder

Processo caminhando para o fim

Após todas as questões serem respondidas, a comissão processante então encerrou a reunião, notificando a defesa de Osmar Santos que manifeste sua defesa final, escrita em prazo de cinco dias.

Segundo informações repassadas pelo presidente de Câmara Municipal, vereador Ricardo Tobias, os trabalhos das comissões processantes deve ser concluído para que os pedidos de cassação sejam todos votados em plenário até o dia 22 de julho, para que não haja descumprimento do prazo legal.

 

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