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Editorial

Algo de obscuro por detrás dos fatos

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No Brasil tudo tem seus pormenores, tudo tem suas interrogações e tudo tem o seu lado obscuro que não é declarado publicamente.

Estamos vivenciando um dos momentos de manifestação popular mais relevantes da década e em meio ao medo de que as manifestações se intensifiquem o governo federal aparentemente está aderindo as reivindicações da classe.

Contudo durante os sete dias de protesto, a população aderiu e apoiou o que os caminhoneiros vêm fazendo e será que agora, após obter as reivindicações da classe os mesmos vão dar as costas para as necessidades do povo, que necessita também de uma redução tributária sobre os combustíveis.

Se pararmos para analisar vamos perceber que por detrás destas manifestações existem pessoas, existam fatores que levaram os caminhoneiros a tomarem essa postura. Se pararmos para pensar vamos perceber que por aqui, também existem uma série de fatores que são condicionantes para cada afirmativa e passo dos nossos entes políticos.

Na última semana o projeto das invasões do bairro José Silva de Almeida foi aprovado e em meio a falas, afirmações e acusações em uma reunião tensa, com gente que tem interesses dos mais distintos ocupando o plenário, os vereadores votaram a favor do projeto.

Na reunião o presidente afirmou categoricamente, “agora vamos legalizar as invasões do Planalto”, e se o mesmo é visto como o bom samaritano, bom essa afirmativa vem por parte daqueles que foram beneficiados com a aprovação.

É importante inclusive ressaltar que, o clima de tensão foi gerado pela mobilização dos próprios vereadores, a pressão popular foi gerada pela própria casa, uma vez que ao fim da solenidade, visualizamos um automóvel, VW Fox, preto, como os do gabinete, pegando moradores e fazendo fretes para o bairro.

Pode até ser coincidência, mas em meio a uma presidência que visa beneficiar invasores, e após ter dado entrada em um projeto 058/2018 que abrange a praticamente todas as áreas invadidas do município, a fazenda Canta Galo foi reocupada.

Aqueles mesmos invasores que há um mês foram tirados pela PM, estão de volta ao terreno e agora um novo processo se instaura e pelo visto e pela análise de nossos consultores juristas, a nova ocupação leva a implantação do CIAS para o primeiro degrau novamente.

Se tratando da ocupação é importante ainda lembrar que se a Câmara não é favorável à ocupação, com certeza ela também não é favorável a implantação do aterro no terreno e através de um projeto já apresentado na casa, a mesa diretora tem como objetivo revogar a legislação municipal que permite a participação de Nova Serrana no consórcio e consecutivamente a implantação do empreendimento na cidade.

Algo obscuro acontece em Nova Serrana quanto as ocupação, quanto as demandas de ocupação de terra e para tornar o tema território ainda mais obscuro, vale lembrar que a presidência tem tramitando na casa um projeto que obriga a aprovação de empreendimentos imobiliários pelos vereadores.

O projeto é obscuro pelo fato de que em 2017 uma pauta semelhante de autoria do vereador Juliano do Boa Vista (PSD) foi aprovada, porém com o fato de não ter sido sancionada pelo executivo o que posteriormente foi feito pelo presidente da Câmara, gerou por parte do executivo uma ADI.

Com isso a pauta foi travada, e a Câmara obteve um interesse obscuro de aprovar isso a qualquer custo, talvez pelo fato do custo ser bancado por alguns empresários que tem interesse em tirar das mãos do executivo que é desafeto político, a exclusividade de aprovar ou não um empreendimento.

Mais obscuro ainda é o fato do vereador que teve sua lei barrada pelo executivo não ser a favor da proposta apresentada pela mesa diretora e assim as forças que movem as coisas pelos lados de cá continuam sendo um mistério a ser entendido.

Os caminhoneiros estão pleiteando sua causa, agora qual seria a causa da uma câmara que passou a ter interesse na ocupação do solo e legalização de terrenos invadidos como se fossem comprados e adquiridos pelo suor do trabalho. Qual seria o interesse do executivo de entrar com uma ADI impossibilitando que a Câmara não participe das decisões de ocupação do solo.

De fato tem muita coisa obscura precisando ser revelada em nossa cidade, e queremos deixar claro a você cidadão, que nosso papel está sendo cumprido, estamos investigando apurando, trabalhando para que cada passo seja noticiado e quem sabe, através de todo esse trabalho, nós não conseguimos encontrar mais algum fato que traga luz a esses imbróglios e torne claro algum desses fatores obscuros que giram em torno da política de nossa cidade.

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