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Editorial

Um voto de confiança

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Certa vez nosso jornalista Thiago Monteiro, em nossas conversas e bate papos de redação, o que acontece frequentemente e de forma despretensiosa, nos contou que quando criança vivenciou um episódio de peraltice, como toda criança custosa aprontou, contudo a consequência de sua arte foi, uma surra física e moral, culminando na afirmação “eu não confio mais em você”, dita por seu pai.

A frase teve um impacto em nosso jornalista que entendeu, quase que cinco anos depois que para recuperar a confiança é necessário, investimento de tempo e muita dedicação.

Pois bem, nosso editorial como descrito nas linhas acima traz consigo o tema confiança como principal tema dessa narrativa, tendo como principal norte os protestos que vem acontecendo em todo o Brasil.

Para iniciarmos temos que afirmar que ficamos imensamente satisfeitos em podermos vivenciar populares indo às ruas e promovendo protestos na tarde da última quinta-feira.

Nosso editorial na edição de ontem, abordava o assunto e se não tivéssemos fechado a edição anteriormente com certeza, teríamos dado um destaque ainda maior para os manifestantes.

Contudo um deles carregava em seu peito uma camisa escrita, “Bolsonaro Já”. Daí se inicia parte de nossa argumentação neste texto, se queremos mudanças, será que podemos realmente confiar em quem está no governo?

Sim, Bolsonaro como todos os outros fazem parte de um sistema político, ela faz parte de um partido que no fundo também faz parte de um sistema que caminha de forma corruptiva.

Eles também fazem parte do sistema, também receberam dinheiro de corrupção, também fizeram parte de um esquema, afinal no Brasil, segundo nossa legislação, para ser cúmplice de um crime basta ter ciência do mesmo e não promover uma denúncia, e até onde lembramos, Bolsonaro ou seu partido nunca apresentaram denúncias formais de corrupção, levando à justiça os crimes políticos nacionais.

Temos que parar de ser partidários se queremos ser coesos e corretos.

Vejamos, um vídeo do representante da associação dos caminhoneiros, está circulando pelas redes sociais com informações sobre a paralisação.

No mesmo o representante conhecido no meio dos caminhoneiros como chorão pergunta aos colegas caminhoneiros, “o governo está pedindo um voto de confiança, vocês confiam no governo”.

A resposta dos caminhoneiros é uníssona “NÃO”. E eles estão corretos. Não se pode confiar em Bolsonaro, em Temer, em Cunha, em Lula ou Dilma, não se pode confiar nos Tucanos, não se pode confiar nos prefeitos, governadores ou vereadores.

Não se pode confiar em quem utiliza o sistema para promover sua imagem, em quem faz indicação para querer aparecer nas comunidades sendo o pai do benefício, para daqui a alguns meses bater na porta dos moradores e pedir voto.

Não se pode confiar em quem promete a ponte em 90 dias e 120 dias depois não presta sequer um esclarecimento à população. Não se pode confiar nas pessoas que trabalham nesse sistema, que tem jornalistas sendo nomeados chefes de gabinete sem que haja algum fator notório de domínio sobre a função, ou até mesmo moral por parte do nomeado.

Na verdade quando se tem a palavra Política envolvida em nosso país, sendo nas esferas federal, estaduais ou municipais, não se pode confiar, porque o sistema é como um câncer, ele compromete todo o organismo.

Essa doença vivenciada no Brasil é algo tão sério que quando se tem algum conhecido com câncer, a parte do corpo em que a doença se instaura é apenas um detalhe mediante a gravidade que se da a doença.

Não se diz que o fígado de alguém está com câncer, se fala que a pessoa está acometida da doença. Assim como não se fala que Brasília é comprometida com a corrupção, se fala que a política brasileira é corruptora.

Essa paralisação, é como um processo de quimioterapia, se mata as células para que o corpo tenha condição de gerar novas e saudáveis para a vida do organismo. É necessário que o sistema seja morto, seja desarticulado para que o país sobreviva.

E mesmo que anos depois ainda estejamos em processo de recuperação da doença, só confiamos em falar que estamos livres do mal chamado corrupção, se nenhum dos nomes que hoje ocupam o sistema e que tentam se aproveitar da fragilidade social para se promover, fizerem a mínima parte da continuidade política de nosso país.

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