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Editorial

A parte que lhe cabe

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Nos últimos meses passamos focados e voltados para as eleições estaduais e federais. Nós tivemos como foco nas discussões e debates presenciais e claro em redes sociais, as condições e candidatos pelos quais receberiam os votos populares e seriam nossos representantes em um sistema político que consideramos às margens da falência.

Debatemos sobre corrupção, sobre prisão de candidato, enaltecemos a garra de quem foi esfaqueado, apontamos a imoralidade, e falta de compaixão com o próximo, ficamos extremamente atentos a tantos fatos que as fakes se tornaram uma perfeita verdade.

Buscamos em meio a todo esse debate encontrar o nome que seria digno de nosso voto de confiança partindo do pressuposto de que esse nome seria a pessoa que receberia a missão de colocar o Brasil nos eixos.

A esse candidato foi dada a missão de acabar com a corrupção, com a injustiça, de promover a geração de emprego, de viabilizar condições sociais dignas e condizentes com o que determina a constituição federal.

Bolsonaro foi escolhido, não por unanimidade, mas se tratando de Nova Serrana por uma maioria absoluta que depositou no presidenciável essa esperança.

Contudo praticamente não foi debatido qual é o seu papel diante dessa mudança que tanto se espera. Pegando como foco as pessoas menos eruditas, o dever de cidadão no entendimento de grande parte se resume em comparecer às urnas e dar o seu voto.

Durante a construção do pleito é até interessante se olhar para esse entendimento porque os órgãos eleitoreiros convocam o cidadão para comparecer as urnas e dar a sua contribuição para a democracia e desenvolvimento do país.

Porem caro leitor, aliado a sua condição de voto existem uma série de outras questões que estão relacionadas diretamente ao desenvolvimento de nosso país, e acredite, sem uma postura minimamente cidadã, não existe a mínima possibilidade de que a corrupção seja efetivamente tratada no Brasil.

Quando tocamos no assunto estamos efetivamente relacionando a corrupção ao crime maior, ao político, as empreiteiras que vencem licitações de obras públicas, ao caixa 2 a todo um sistema alimentado pela imoralidade.

Contudo esquecemos que pequenas coisas como a sonegação de impostos também está diretamente relacionada a corrupção e ao descumprimento do que se entende por cidadania.

Para se ter uma ideia da normalidade que tais condutas se empregam no meio da população de bem, como traz a matéria principal deste Popular, aproximadamente 30% da frota de veículos registrados em nossa cidade transita diariamente de forma irregular.

O fato de não pagar os impostos determinados pela lei caracteriza pela mesmo crimes, cabíveis de multas de apreensão do veículo e desta forma, adotando essa prática estamos beirando a corrupção ou cometendo crimes contra o estado, claro em proporções menores do que as dos políticos, mas será que em condições iguais não cometeríamos os mesmos crimes.

A Bíblia manda ser fiel no pouco, e se no pouco você não se policia, quando seduzido pelo poder e pelas regalias que o mesmo traz, dificilmente poderíamos afirmar que uma postura diferente seria tomada.

É bom lembrarmos ainda que uma mentira puxa a outra, um pecado puxa o outro, um crime incentiva o próximo e quando se percebe, apesar de serem pequenas, produzimos atitudes corruptas assim como aqueles que abominamos.

Queremos finalizar esse editorial chamando a atenção para você caro leitor, que talvez ouve se dizer que no Brasil se não sonegar imposto não se ganha dinheiro, que deixa de contribuir com seu imposto talvez por omissão, que deixa de cumprir essa parte que são os deveres do cidadão.

Pedimos que fique atento e que todos possamos refletir se efetivamente a conduta na qual adotamos é realmente tão diferente da que incriminamos e principalmente, que após essa reflexão possamos assumir nosso papel, cumprir com nossos deveres para que assim efetivamente possamos moralmente cobrar um estado adequado pelas condições que nós é de direito.

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